A bomba atômica do comunismo

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Na década de 50, dois países, ou duas ilhas, tinham muito pouco em comum. Uma ficava no caribe, em uma região paradisíaca, com uma economia e cultura vibrantes, a outra, na Ásia, estava arrasada por uma catástrofe de grandes proporções, a Segunda Guerra Mundial, que devastou o país, inclusive com o uso, então inédito, de armas nucleares. Essas duas ilhas, no caso Cuba e Japão, tão distantes e aparentemente sem conexão, eram muito diferentes nessa época, mas, e hoje?

Havana na década de 50 antes da revolução comunista: Um país próspero e livre.

A ilha de Cuba, na década de 50, passava por um processo econômico de crescimento pujante e, ao lado da Argentina, Chile e Porto Rico, figurava entre os países mais desenvolvidos da América Latina[1]. O Atlas da economia mundial de Ginsburg colocava Cuba como a 22ª economia do mundo, na frente da Itália. Só que as oportunidades de trabalho pareciam mais generosas na ilha caribenha, tanto que em 1959 haviam sido feitos mais 12 mil pedidos de residência e trabalho por italianos na embaixada de Cuba em Roma. Além do quadro econômico, o pequeno país despontava em seus índices de desenvolvimento humano: 80% da população era alfabetizada (índice altíssimo para os padrões da época e praticamente o do Brasil hoje[2]), além de ter índices sanitários, número de médicos, dentistas, mortalidade infantil e longevidade da população superiores a de países como Holanda, França, Reino Unido e Finlândia[3]. Existia um grande fluxo de turistas norte-americanos, que com as suas famílias, passavam o período de férias nos excelentes hotéis e, como o peso valia um por um com o dólar, gastavam a vontade, levando prosperidade e bens de consumo a população. Apesar do golpe de estado de Fulgêncio Batista, que depôs o presidente eleito democraticamente, e que governava o país de maneira arbitrária, ainda se vivia com relativa normalidade e a ilha havia saído ilesa do pesadelo da Segunda Guerra Mundial.

Japão no pós guerra: Arrasado.

As ilhas do Japão, o país é um arquipélago, havia amargado o pior momento da sua história. O povo japonês, que sempre teve uma verdadeira obsessão pela guerra e pela luta, absorveu todo o veneno ideológico do final do Século XIX e começo do Século XX, onde os seus líderes, civis e militares, beberam no poço podre das teorias europeias de utopia social e de guerra total (enquanto que no Século XVII os governantes japoneses não aceitaram a conversão do povo ao cristianismo e, depois de uma sangrenta perseguição, praticamente erradicou a fé do país[4]). Desde o começo do Século XX o país vinha se armando e guerreando com outras nações, alcançando vitórias, sobre a Rússia Czarista por exemplo, que aguçou a sede de conquista e de domínio, tão comuns naquela época e se tornou um império fascista militar[5] que se alinhou com a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini. O efeito dessa ideologia, misturada com uma religiosidade panteísta e com o senso de disciplina guerreira própria do povo japonês levou a nação ao desastre. Em 7 dezembro de 1941 o Japão atacou, sem declarar guerra antes, a base americana de Perl Harbor[6], jogando os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. As consequências dessa ação foram devastadoras. Depois de anos de uma guerra genocida na China e na Oceania o Japão estava arrasado economicamente, com a população masculina dizimada e com a infraestrutura das grandes cidades arrasadas pelo bombardeio sem fim de aviões americanos que, por meio de bombas incendiárias e pelo fato de todas as edificações civis no Japão serem de madeira, transformaram o país em um inferno de fogo e escombros. O tiro de misericórdia foi o lançamento de duas bombas atômicas, em Hiroshima e Nagasaki, que varreram as cidades do mapa. Ao final da guerra, a ideologia e a sede de sangue e poder dos líderes japoneses haviam levado o país a regredir para a era da pedra lascada. Na década de 50 o Japão ainda custava a ser reerguer, com uma tropa de ocupação permanente, falta de mão de obra, miséria, fome e altíssimos índices de mortalidade infantil, doenças e violência causada pelo desespero.

Cuba hoje: Ilha presídio miserável onde quem pôde fugiu até a nado.

Porém, aqui existem dois pontos de inflexão históricos que fizeram as coisas mudarem de maneira drástica na realidade desses dois países. No primeiro país, Cuba, o ponto de inflexão aconteceu quando em 1°janeiro de 1959, um bando de guerrilheiros tomou o poder a força e começou um processo de transformação da sociedade para o modelo totalitário socialista, aos moldes do que ocorrera na Rússia (que agora era a União Soviética), China e que depois atingiria o Vietnã, Coréia do Norte e outros países, causando a morte direta de mais de 100 milhões de pessoas[7] em todo o mundo. No segundo país, Japão, o ponto de inflexão foi a detonação das duas bombas atômicas que forçaram o Imperador, Hirohito, a se render incondicionalmente aos norte-americanos. Ao ocuparem o arquipélago os americanos começaram, lentamente, o processo de transformação da sociedade feudal militarista japonesa em uma nação de economia livre, calcada nas liberdades individuais e do Estado de direito, onde o governo é obrigado a cumprir as leis que faz e a respeitar os direitos dos cidadãos.

Japão hoje: Um país rico e desenvolvido e, principalmente, livre.

Agora, em pleno século XXI, podemos observar o que a força das ideias é capaz de fazer em povos tão distintos e distantes. Hoje Cuba é uma ilha presídio miserável, onde a população vive a rotina de ter sua existência reduzida a uma escravidão por um grupo que governa e explora o país com uma brutalidade demoníaca, onde tudo, da quantidade de comida, ao que se lê e o que se canta é controlado pelo estado policial, fazendo que uma parte considerável da população fugisse, muitas vezes em embarcações frágeis, para os Estados Unidos. Enquanto que a nova aristocracia socialista vive em uma riqueza nababesca[8] e passa o poder dentro da mesma família. Enquanto que o Japão teve uma reconstrução total em tempo recorde e hoje figura entre as nações mais desenvolvidas e prósperas do mundo. Os seus cidadãos têm acesso a uma liberdade invejável, inclusive de culto, e a livre iniciativa. Os produtos japoneses são de excelente qualidade e por isso são exportados para o mundo todo gerando renda e empregos em abundância. Existe um sistema educacional eficiente, a saúde e a segurança pública são motivos de orgulho para a sua população. O regime é democrático parlamentar, com o Imperador reinando mas não governando, onde o poder real está na democracia.

Isso mostra para nós, brasileiros, o risco que estamos correndo nesse momento de grande perigo para a democracia e para nação. Tudo, absolutamente tudo o que fazemos é fruto do que pensamos e das ideias e da Fé que nos guia. Hoje ainda podemos escolher o que queremos para o Brasil, mas temos que decidir e agir rápido, antes que caia uma bomba atômica no nosso país chamada comunismo.

Olavo Mendonça.

As fotos de Cuba nos dias atuais foram conseguidas por meio do perfil nas redes sociais de um cubano que, por razões óbvias, não será identificado.

[1] Manual do Perfeito Idiota Latino-americano- Alvaro Vargas Llosa e outros autores. Ed Bertrand do Brasil. Pg. 171.

[2] http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/09/27/analfabetismo-volta-a-crescer-no-brasil-apos-mais-de-15-anos-de-queda.htm

[3] Op. Cit. Pg. 172.

[4] http://blitzdigital.com.br/index.php/fe/719-encontrados-documentos-perdidos-que-narram-a-perseguicao-dos-cristaos-no-japao-durante-o-seculo-xvii

[5] http://en.wikipedia.org/wiki/Statism_in_Sh%C5%8Dwa_Japan , http://www.historytoday.com/richard-sims/japanese-fascism ehttp://www.nj1937.org/english/show_massacre.asp?id=13.

[6] http://en.wikipedia.org/wiki/Attack_on_Pearl_Harbor.

[7] Livro Negro do Comunismo – Stephan Cortouis e outros autores. Ed Bertrand do Brasil. Introdução.

[8] http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/socialismo/fidel-castro-levava-uma-vida-de-rei-abastado-revela-ex-seguranca/ 

Fontes das fotos:

http://codinomeinformante.blogspot.com.br/2013/08/bomba-atomica-brasileira-documento.html

http://www.eltonodelavoz.com/2012/12/18/branson-decou-y-la-habana-espectral-de-1932/ 

http://www.japancrush.com/2014/stories/what-do-foreign-women-think-about-japan-asks-survey.html

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