E nós, policiais militares, o que devemos fazer nesse momento de trevas?

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Nesses tempos de trevas espessas, onde os valores inegociáveis do nosso país parecem ter se desintegrado, sendo substituídos por toda a sorte de contra valores, como a inveja, a violência, o egoísmo, a sexualidade desregrada, o materialismo ideológico, e que até mesmo as Instituições que existem para proteger e amparar as pessoas, como a Família, a polícia e a Igreja, são atacadas a ponto de se querer abertamente a sua completa destruição em nome de “um futuro melhor”, nós, policiais militares, corremos o risco de ficarmos as cegas, imersos na escuridão vermelha que se apossou da vida e da alma de tantos brasileiros e, com o tempo, percamos a nossa fé em nossa missão. Por isso, em momentos de crise, devemos nos lembrar do que as Sagradas Escrituras têm a dizer em nosso socorro.

A Bíblia tem passagens que podem guiar, confortar e inspirar a todas as pessoas, já que foi inspirada por Deus justamente para isso. Porém, algumas atividades humanas, devido a sua importância e dos riscos que elas impõem aos que as praticam, receberam de Nosso Criador uma atenção especial, é o caso dos príncipes (governantes), juízes (aqueles que são encarregados da justiça na terra), os cobradores de impostos, dentre outros. Mas, como não poderia deixar de ser, ela traz uma mensagem específica para nós policiais e militares e que pode ser lida em São Lucas Capítulo 3, Versículo 14:

“Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: E nós, que devemos fazer? Respondeu-lhes: Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo.”

Analisemos agora cada aspecto dessa resposta dada aos soldados.

O primeiro diz respeito a pratica da violência, tão comum quando se tem o poder de agir em nome de um estado ou governo, especialmente quando portando armas e em maior número. Por isso da atenção que devemos ter ao prender alguém ou ao controlar uma situação violenta. O que se exige é que a nossa ação, legal e moral, e com o uso da força necessária, deve cessar quando cessar a agressão do criminoso ou quando ele estiver subjugado e algemado.

O segundo nos alerta para que não cometamos defraudação, ou seja, não acusemos ninguém falsamente. Dá para se imaginar os riscos que a justiça e a sociedade em que vivemos correm se nós policiais não tivéssemos fé pública de que aquilo que estamos falando é estritamente a verdade. Realmente é uma grande tentação que nós passamos ao prender um criminoso e, por um detalhe da ocorrência, o crime é desqualificado ou o bandido é posto em liberdade, e que por isso imaginamos que se omitirmos esse detalhe ou mentirmos, ele ficará preso, porém, devemos evitar cair nessa tentação, mesmo com boas intenções, pois os fins nunca justificam os meios.

O terceiro nos fala em aspecto da vida muito complicado nos dias de hoje “… contentai-vos com o vosso soldo.” Em tempos de assembleias de policiais militares, operações tartaruga, onde os homens que juraram proteger as pessoas indefesas dos criminosos, deliberadamente por causa de aumento salarial ou por ideologia, atrasam esse atendimento com o risco mortal de prejudicar, de maneira terrível e permanente, homens, mulheres e crianças, que em um momento decisivo clamam por ajuda, nos faz calar no fundo do coração essas palavras. Pois, fica claro que Deus quer nos alertar que a nossa profissão não é uma profissão qualquer, pois somos uma força armada da qual a sociedade conta e acredita e que se cairmos nesses pecados malditos da cobiça e da ganância, corremos o risco de perder a legitimidade de nossa própria existência como instituição, a nossa fé pública e a confiança da população, e por fim da nossa consciência e da nossa alma. É claro que como categoria de funcionários públicos devemos agir dentro do espectro político para garantir a reposição salarial em vista da inflação e de outras garantias legais que temos, porém, como já foi dito, os fins nunca, de maneira alguma, justificam os meios.

Por fim, cabe lembrar que a passagem bíblica não nos diz que isso é um conselho, como se fizermos isso seria bom, etc, ela tem o caráter imperativo, ou seja, de ordem: Não pratiqueis a violência e nem a falsa acusação e se satisfaça com o seu salário, sendo o sentido de mandamento, como os dez mandamentos.

Que esse versículo esteja sempre em nossos corações e mentes e que, juntamente com orações fervorosas a Deus, saibamos tomar as decisões certas, pois cada um de nós responderá pelos seus atos individuais a Deus,  aos homens e a nossa própria consciência.

Olavo Mendonça.

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