Adolescentes participaram de 33% dos crimes contra o patrimônio no DF

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Detalhe do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), que será demolido: adolescentes infratores não temem o cumprimento de penas no local

Roubar se tornou ofício para milhares de adolescentes do Distrito Federal e do Entorno. É cada vez maior a participação deles em assaltos. Um estudo da Secretaria de Segurança Pública do DF mostra que, nos primeiros nove meses de 2013, 33% dos crimes contra o patrimônio tiveram a participação de menores de 18 anos (veja quadro). Matar também passou a ser frequente entre os jovens. No mesmo período, eles foram responsáveis por 29% dos 517 homicídios praticados na capital do país.

Embora permaneçam mais tempo internados do que os meninos e meninas infratores do Entorno, os adolescentes de Brasília parecem não se importar ao serem encaminhados para centros de recuperação, como o Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) — o local começou a ser demolido. Conforme o Correio mostra desde sexta-feira em série de reportagens, a maioria dos jovens do Entorno, por falta de vagas naquele estado, é liberada, mesmo quando mata, rouba ou estupra.

O DF não entrou em colapso por falta de espaços para abrigá-los, mas, nem por isso, os adolescentes se sentem inibidos. Exemplo disso é a reincidência. De acordo com o levantamento da Secretaria de Segurança, em 2013, 3.622 garotos foram conduzidos à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) mais de uma vez.

Dois casos chamam a atenção e confirmam que, mesmo cometendo delitos graves, os jovens do DF não passam muito tempo longe do convívio da sociedade. Um rapaz de 17 anos é o que mais foi encaminhado às delegacias. Em nove meses, a polícia o apreendeu 16 vezes. Roubos, furtos, agressões, porte de armas e tráfico de drogas são algumas das acusações contra ele.

 

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