China posiciona 150 mil tropas na fronteira com a Coréia do Norte

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O Exército Chinês teria posicionado 150 mil soldados na fronteira entre a China e a Coréia do Norte para se preparar para ataques preventivos dos Estados Unidos depois dos ataques aéreos contra a Síria.

O ataque por mísseis de cruzeiro autorizados pelo presidente Donald Trump dos EUA contra a Síria foi amplamente interpretado como um aviso à Coréia do Norte.

E agora a China, que ficou chocada com os ataques aéreos, enviou unidades médicas e de apoio do Exército Popular de Libertação para o rio Yalu, informou a Chosun.com na Coréia.

As tropas foram enviadas para lidar com refugiados norte-coreanos e “circunstâncias imprevistas”, como a perspectiva de ataques preventivos contra a Coréia do Norte, disse a agência de notícias.

Enquanto isso, a Marinha dos Estados Unidos enviou o grupo de ataque liderado pelo navio de guerra USS Carl Vinson, de Cingapura para a Coréia do Norte, depois que o país realizou mais testes com mísseis.

Um dos principais membros da pasta nuclear da China chegou a Seul na segunda-feira para conversas sobre a ameaça norte-coreana, quando os Estados Unidos enviaram o grupo de ataque naval para a região e assinalaram que podem agir para encerrar o programa de armas de Pyongyang.

Wu Dawei, Representante Especial da China para os Assuntos da Península Coreana, reuniu-se com o seu homólogo sul-coreano na segunda-feira para discutir a questão nuclear.

As conversas acontecem pouco depois de Trump ter recebido o líder chinês Xi Jinping para uma cúpula na qual ele pressionou o principal aliado de Pyongyang a fazer mais para conter as ambições nucleares do Norte.

“Nós (EUA) estamos preparados para traçar nosso próprio rumo, se a China for incapaz de se coordenar conosco”, disse o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, após a cúpula.

Ele acrescentou, no entanto, que Pequim havia indicado uma vontade de agir sobre a questão.

“Precisamos dar-lhes tempo para tomar ações”, disse Tillerson, acrescentando que Washington não tinha intenção de tentar remover o regime de Kim Jong-Un.

O encontro entre Xi e Trump veio na esteira de mais um teste de mísseis da Coréia do Norte, que disparou um míssil balístico de médio alcance no Mar do Japão na quarta-feira.

O grupo de ataque da Marinha dos Estados Unidos, Carl Vinson, cancelou uma viagem planejada para a Austrália neste fim de semana, e foi em direção à península coreana, em um movimento que aumentará as tensões na região.

Seul e Washington também estão realizando exercícios militares conjuntos, um exercício anual que é visto pelo Norte como uma prática para a guerra.

Pyongyang está desenvolvendo um míssil de longo alcance capaz de atingir o continente americano com uma ogiva nuclear e até agora realizou cinco testes nucleares, dois deles no ano passado.

A análise de imagens via satélite sugere que a CN poderia estar se preparando para um sexto, com funcionários de inteligência dos EUA avisando que Pyongyang poderia estar a menos de dois anos de distância de seu objetivo de atingir os Estados Unidos continentais.

A China, os EUA, a Coréia do Sul e o Japão têm enviado dedicados interlocutores que se reúnem regularmente para discutir a questão da Coréia do Norte: um legado do longo processo de seis países que também envolveu Pyongyang e Moscou. A Coréia do Norte abandonou as negociações em 2009.

A Coréia do Norte é impedida, sob as resoluções da ONU, de uso de qualquer tipo de tecnologia de mísseis balísticos, mas repetidas rodadas de sanções não conseguiram deter suas ambições nucleares.

Trump já havia ameaçado uma ação militar unilateral contra o Estado recluso (Coréia do Norte), uma ameaça que e tornou mais palpável após o ataque de quinta-feira em um aeródromo sírio, em resposta a um aparente ataque químico por parte do governo.

O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, HR McMaster, chamou a Coréia do Norte de uma nação desonesta e envolvida em um comportamento provocativo. Ele também disse que a desnuclearização da península “deve acontecer”.

“O presidente pediu que eles estivessem preparados para nos dar uma gama completa de opções para remover essa ameaça”, disse ele na Fox News, aparentemente referindo-se aos conselheiros de Trump.

O ministro da Unificação da Coréia do Sul, Hong Yong-pyo, disse nesta segunda-feira que as repercussões de uma possível resposta militar são preocupantes.

“Os ataques preventivos podem ter como objetivo resolver os problemas nucleares da Coréia do Norte, mas para nós, também está relacionado com a defesa e a segurança das pessoas”, disse ele a jornalistas.

Enquanto que uma guerra total dos Estados Unidos contra a Coréia do Norte, mesmo em um curto intervalo de duração, provavelmente colocaria em risco muitos civis na Coréia do Sul e arriscaria desencadear um conflito militar mais amplo, alertam os especialistas.

“Os EUA sempre tiveram todas as opções na mesa, de uma guerra preventiva, um ataque preventivo ou negociações”, disse James Kim, analista do Instituto Asan de Estudos Políticos de Seul.

“Se é uma guerra preventiva ou de precisão, há o perigo de que isso possa se expandir para um conflito regional mais amplo, envolvendo a China ou o Japão.

“A vantagem é que os Estados Unidos poderão desnuclearizar a Coréia do Norte pela força … mas isso virá a um custo enorme para a região e para os Estados Unidos”, disse ele à AFP.

Fonte: Jornal Inglês Dailymail.

Tradução: BlitzDigital.

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