Foro de São Paulo prepara-se para o Combate

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O Foro de São Paulo recriará a OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade)? Foi uma típica entidade criada pelo Movimento Comunista Internacional para fomentar a Guerra de Guerrilha na América Latina e no Brasil em especial.

O Foro de São Paulo prepara uma resolução, atualmente em estudo por um Grupo de Trabalho, com o nome “CONSENSO DE NUESTRA AMÉRICA”. Foi o que anunciou, em um discurso emocionado, o Presidente da Venezuela Nicolas Maduro, em Managua, em reunião do comité executivo do Fórum de São Paulo, quarta-feira 11 Janeiro 2017.

Quando mostrava o papel seu conteúdo foi capturado por uma câmara fotográfica. DefesaNet obteve uma imagem em boa resolução com o fac-símile exposto na matéria e a sua transcrição também.

O escopo do artigo é:

“Proyecciones para un programa político de acuerdos de la izquierda, los partidos y movimientos populares de América Latina y el Caribe”.
Parece claro que trata-se de uma resposta dos membros do Foro de São Paulo à perda dos comandos em especial nos países:

– Brasil – Partido dos Trabalhadores, e,
– Argentina – Kirchnerismo.
E também a busca para a solução ao atual impasse na Venezuela, onde o Chavismo-Bolivarianismo está em uma posição insustentável, muito próximo de um Coup d ´Etat pois administra como  uma ditadura, de fato.

O conteúdo da resolução, que será aprovada, em 19 de julho de 2017, quando ocorrerá a reunião do Foro de São Paulo, em Managua, não foi divulgado.

Podemos adiantar que trata-se da “Saída pela Esquerda” estudada pelo Partido dos Trabalhadores e outros movimentos de esquerda do continente, desde as manifestações no Brasil em 2013. Acelerou-se com as perdas dos governo no Brasil e Argentina.

Estas ações prescrevem inclusive a retomada da luta armada revolucionária, como as ações de guerrilha clássicas (urbana e rural), e os seus novos conceitos como “Guerra Híbrida”. A inspiração e a frase de Fidel Castro publicada no documento indicam este caminho:

“El deber de las naciones oprimidas y explotadas a luchar por su liberación; el deber de cada pueblo a la solidaridad con todos los pueblos oprimidos, colonizados, explotados o agredidos, sea cual fuere el lugar del mundo en que éstos se encuentren y la distancia geográfica que los separe” y agregaba “ser internacionalista es pagar nuestra propia deuda con la humanidad”. (Fidel Castro Ruz).
Uma volta ao ano de 1966, com  a Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS) e a  I Conferência de Solidariedade dos Povos da América Latina (I COSPAL). Ações que serviram para a formação da Guerra Revolucionária em vários países da América Latina nos anos 60 e 70.

“Nós somos o continente da esperança, que são as forças revolucionárias na esperança de um mundo, nós aqui na América Latina. Temos de dizer com humildade e aceitá-la como um compromisso”, disse o presidente Maduro em Manágua, durante sua participação na reunião do comité executivo do Fórum de São de Paulo.

CONSENSO DE NUESTRA AMÉRICA

Proyecciones para un programa político de acuerdos de la izquierda, los partidos y movimientos populares de América Latina y el Caribe.

Grupo de trabajo del Foro de Sao Paulo

Fidel Castro, ejemplo de unidad e internacionalismo
Entre los inconmensurables ejemplos que Fidel dejó como herencia a los revolucionarios de América Latina y el Caribe, destacan dos que han sido determinantes en las luchas de nuestros pueblos, nuestros partidos y movimientos. Estos son la unidad y el internacionalismo consecuente.

“El deber de las naciones oprimidas y explotadas a luchar por su liberación; el deber de cada pueblo a la solidaridad con todos los pueblos oprimidos, colonizados, explotados o agredidos, sea cual fuere el lugar del mundo en que éstos se encuentren y la distancia geográfica que los separe” y agregaba “ser internacionalista es pagar nuestra propia deuda con la humanidad”. (Fidel Castro Ruz).

Este Grupo de Trabajo del Foro de Sao Paulo dedica el resultado de sus modestos esfuerzos al ejemplo y la consecuencia revolucionaria del Comandante Fidel Castro.

Managua, Nicaragua 12 de enero de 2017

Nota DefesaNet
O Documento tem data de 12 Janeiro porém foi mostrado no dia 11.

Presidente Nicolas Maduro discursa durante a Reunião Excutiva do Foro de São Paulo, em Managua, 11 Janeiro 2017

6 – A OLAS e a I COSPAL
Em janeiro de 1966, por ocasião da criação da OLAS, ficara decidida a realização de sua primeira conferência em meados do ano seguinte. Assim, de 31 de julho a 10 de agosto de 1967, em Havana, realizou-se a I Conferência de Solidariedade dos Povos da América Latina (I COSPAL), da Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS). Pelo Brasil, compareceram: Aluísio Palhano e o ex-cabo Anselmo, representando o Movimento Nacionalista Revolucionário de Brizola; o ex-almirante Aragão e Emanuel Nicoll, pela Resistência Armada Nacionalista; Vinícius José Nogueira Caldeira Brandt e Paulo Stuart Wright, pela Ação Popular; e Carlos Marighella — que já estava com relações estremecidas no que diz respeito ao PCB —, como convidado.

A tônica da I COSPAL foi o apoio à luta armada, de acordo com a guerra de guerrilhas, dentro do modelo cubano. Da “Revolução Geral” aprovada, podem-se destacar os seguintes trechos:
“(..) a guerra de guerrilha, enquanto autêntica expressão da luta armada popular, e o método mais eficaz e a forma mais adequada para desencadeamento e o desenvolvimento da guerra revolucionária na maior parte de nossos países e, consequentemente, em escala continental”.
“(…) fazer a Revolução é um direito e um dever dos povos da América Latina”.
“(…) os princípios do marxismo-leninismo orientam o movimento revolucionário na América Latina”.
“(…) a luta revolucionária armada constitui a linha fundamental da Revolução na América Latina”.

A I COSPAL também aprovou o seu Estatuto, criou o Comitê Permanen-te da OLAS, com sede em Havana, e estabeleceu as normas para os diversos Comitês Nacionais, Em 10 de agosto, Fidel Castro encerrou a conferência, com um inflamado discurso, exortando à luta armada guerrilheira em todos os países da América Latina.

Sob o lema “o dever de todo revolucionário é fazer a revolução”, OLAS já possuía, ao final da I COSPAL, os instrumentos para apoiar e orientar os movimentos que iriam intranquilizar o Brasil.

Pág 239 Projeto ORVIL Centro Inteligência do Exército (CIE) – Editora Shoba 2012

 

Fonte: DEFESANET.

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