Homenageados os Heróis da PMDF que salvaram o Itamaraty armados com extintor e bandeira do Brasil

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A ação para impedir a invasão do Itamaraty, um dos prédios mais emblemáticos da capital, deu status de herói aos cabos André Vargas e Wesley de Almeida, da PM do Distrito Federal. Com duas armas nada convencionais, um extintor de incêndio e uma bandeira do Brasil, os dois conseguiram deter parte da multidão violenta que tentou invadir e depredar a sede do Ministério das Relações Exteriores.
Os dois cabos e outros cinco policias que faziam o cordão de isolamento do Itamaraty durante as manifestações foram cumprimentados pelo governador Agnelo Queiroz, numa solenidade especialmente dedicada a eles no comando geral da Polícia Militar.
No momento mais tenso, um grupo de manifestantes avançou em direção a uma das entradas do prédio com pedras, barras de ferro e pelo menos uma bomba incendiária. Nesse instante, o cabo Vargas pegou um extintor de incêndio que estava por perto, apagou rapidamente o fogo que começava a se espalhar e, no meio da confusão, teve a ideia de disparar o jato de gás carbônico contra os invasores.
Imediatamente foi aberta uma clareira na multidão. As cenas foram captadas por câmeras de TV que acompanhavam ao vivo uma das ações mais ousadas dos manifestantes desde o início da onda de protestos, na semana passada.
— Foi puro instinto mesmo. Usei o extintor e eles (os invasores) se assustaram e recuaram — disse Vargas ao GLOBO.
O policial também contou com a inesperada a ajuda do colega, o cabo Almeida. Mesmo armado com uma pistola e um porrete, o cabo decidiu levantar uma bandeira do Brasil que tinha achado no chão e, com o gesto, mexer nos sentimentos patrióticos dos manifestantes. Ele afirma que também agiu de forma instintiva. A manobra ajudou a manter os invasores a uma certa distância.
— Quando levantei a bandeira e comecei a sinalizar, alguns recuaram. Acho que aquilo surtiu efeito contra alguns — disse Almeida.
O cabo Almeida tem 38 anos, é casado, pai de um filho e está há 17 anos na polícia. Já o cabo Vargas, 41 anos, também é casado, tem um filho, e está há 19 anos na polícia. Vargas disse que se acostumou a acompanhar manifestações na Esplanada dos Ministérios e não viu problema algum em enfrentar a multidão:
— Na hora eu não tive. Mas depois, quando vi as imagens na TV, achei que o risco foi grande. Tinha muita gente por lá com barras de ferro e pedra. Podia ter acontecido alguma coisa mais grave.

Fonte: O Globo.

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