Guerrilhas das FARC lutam contra cristãos na Colômbia

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A Portas Abertas na Colômbia foi informada que o ELN (Exército de Libertação Nacional) e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) estão em conversações sobre a consolidação de uma força de guerrilha conjunta que vai se opor à Igreja na região de Arauca

José*, um ex-combatente das Farc que veio a Cristo, contou à Portas Abertas que líderes da guerrilha em Arauca têm planos para fechar as igrejas na região. José está sendo discipulado por meio dos projetos da Portas

Abertas de formação de ex-guerrilheiros.

O coordenador regional da Portas Abertas em Arauca informou que, em março, o ELN realizou reuniões em dois povoados, uma em Caño Negro e outra perto de Fortul. Entre os temas abordados, um foi a proibição de encontros e evangelismo em todas as aldeias cristãs. A construção ou a implantação de novas igrejas também está proibida. O ELN permite que igrejas funcionem apenas nas cidades. Além disso, impôs um toque de recolher às 20h, e todos os residentes, independentemente da sua condição econômica, foram obrigados a contribuir com parte de seus ganhos para a guerrilha.

Salvador*, um ex-combatente da ELN, que também tornou-se cristão, disse à Portas Abertas que algumas igrejas cederam à pressão dos guerrilheiros e estão pagando os impostos que são chamados de “vacinas”. Pastores e líderes de igrejas, no entanto, permanecem em silêncio sobre o assunto por medo de serem acusados de serem infiltrados nas igrejas, que monitoram os sermões de declarações antirrevolucionárias. Os grupos armados ilegais estão pressionando as igrejas em um movimento destinado a impedir que membros da guerrilha se convertam ao cristianismo, abandonando, assim, a luta armada.

Salvador afirmou ainda que esses pastores são homens e mulheres cujas vidas estão enraizadas na Palavra de Deus. Alguns líderes cristãos disseram que preferiam morrer a dar seu dinheiro para financiar as atividades dos guerrilheiros.

Em março, os rebeldes realizaram uma reunião com a comunidade em uma aldeia para exigir que os cidadãos se organizassem para defender melhor o território e impedir que o inimigo (ou seja, o exército da Colômbia) parasse a “causa revolucionária”. Grupos armados ilegais proíbem os cristãos de realizarem mobilizações em massa e reuniões em suas próprias aldeias. Os comandantes regionais do ELN alegam que as igrejas devem se organizar para apoiar os rebeldes; aqueles que se recusam devem deixar a região. Eles alertam que as igrejas que não obedecerem serão fechadas.

Abaixo, conheça a perseguição religiosa que as crianças cristãs sofrem na Colômbia:

Fonte: Portas Abertas

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