Livro: O Drama de Pilatus

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Quem diria que o grande Imperador Romano Tibério padecia de uma doença grave, que fazia com que a sua pele se enchesse de pústulas e exalasse um cheiro fétido?

Quem diria que esse Imperador ao ouvir falar de um Profeta de uma província dos confins do Império tinha o poder da cura?

Quem diria que ele escolheria o seu mais fiel e devoto Oficial para a missão de buscá-lo para que o Imperador o conhecesse e, quem sabe, curá-lo?

Esse é um resumo das várias histórias contidas no pequeno volume da editora Vozes “O Drama de Pilatos”.

O livro, chamado Apócrifo, em grego oculto, é um dos muitos livros antigos que não fazem parte do cânon, ou seja, das escrituras sagradas inspiradas.

Alguns desses livros, realmente, vão de encontro direto contra a revelação e a sua sã interpretação pelos Padres da Igreja durante os séculos. Dentre esses outros “apócrifos” é possível ver claramente a influência gnóstica e outras aberrações.

Contudo, nesse pequeno compêndio do Drama de Pilatos, o foco não é propriamente teológico ou dogmático, mas sim, a fatos envolvendo outros atores políticos da época, como o Imperador Tibério, o Tetrarca Herodes e o seu filho, Anás, Caifás e como o nome do livro diz, o Procurador da Província Romana da Judeia, Pôncio Pilatos.

Os livros reunidos no volume dão vários destinos ao controverso administrador romano, dizendo que ele foi decapitado por ordem do Imperador, que se matou, que foi assassinado pelo próprio Imperador, etc.

Mas o mais impressionante é que praticamente todos os livros fazerem referência a doença grave do Imperador Tibério, da sua frustração ao descobrir que Jesus, que tinha poderes e falava como Deus, tinha sido executado pelo Procurador Romano. Do seu desejo de se vingar mandando prender Pilatos e que ao ver o manto de Verônica, aquela judia que tinha sido curada de um fluxo de sangue e que tinha pintado o rosto de Jesus ou enxugado o sangue dele durante a paixão, ficou completamente curado, sendo depois batizado e aprendido tudo o que pode sobre a fé em Cristo.

Livro o drama de Pilatos
Livro o drama de Pilatos.

Obviamente, como um livro apócrifo, ele deve ser lido como um documento histórico, anônimo, dentro do seu contexto. Porém, não vai deixar nunca de ser deveras interessante.

Olavo Mendonça.

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