O verdadeiro Trótski

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É comum encontrar entre os militantes comunistas várias correntes, muitas delas opostas apenas no método de se atingir o objetivo final, a revolução.

Um desses grupos são os trotskistas, ou aqueles que seguem a linha do comunista russo judeu León Trótski. Eles defendem que caso Stálin não o tivesse perseguido, expulsado e por fim o assassinado no México o movimento revolucionário na União Soviética teria tido um rumo diferente do que teve com Iosef Stalin. Argumenta-se que o único que poderia ter feito oposição, e vencido Stálin na luta pelo poder após a morte de Lênin era Trótski. E que se ele tivesse vencido, a União Soviética, e por consequência o mundo, teria um rumo diferente dos campos de concentração russos (gulag) com os seus mais de 40 milhões de mortos pela prisão, fome e coletivização por toda URSS. Esse personagem histórico, por conta desse tipo de lenda, é até hoje idolatrado por milhares de comunistas em todos os países.

Campos de concentração e trabalhos forçados comunistas chamados “Gulags”. Durante os 70 anos de regime socialista na URSS esses campos se espalharam como uma praga e prenderam e mataram uma parte considerável da população.

Apesar da narrativa romântica e do uso frequente de figuras históricas e de linguagem cristãs ou heroicas para descrever Trótski ele nada mais foi do que um revolucionário comunista comum, ou seja, apenas um psicopata depravado sedento de sangue e poder total.

Trótski apesar na narrativa romântica criada pela propaganda comunista nada mais foi do que um revolucionário comum: um psicopata sedento de sangue e poder.

Para que fique claro segue uma declaração pública de León Trotski no período revolucionário pós 1917, ele não havia rompido com Stálin ainda, e onde a guerra civil devastava toda a terra russa, inclusive Moscou, que era flagelada com uma fome de proporção inédita.
Ao ser questionado sobre a população moscovita que penava pela fome Trótski, então alto comissário do povo e responsável em parte pela cidade, declarou:

“Isso não é fome. Quando tito (General Romano) tomou Jerusalém, as mães judias devoraram os seus próprios filhos. Quando EU fizer suas mães comerem os seus próprios filhos, aí você pode vir e dizer: “Estamos morrendo de fome”. Trótski, 1919.

Para finalizar essa pequena reflexão conclui-se pelo óbvio, que por mais que se tente romantizar e criar uma narrativa palatável sobre os personagens revolucionários históricos socialistas, sejam eles Lênin, Stálin, Mao, Che Guevara, Fidel, Trótski, Mariguella, etc, eles são todos, ao fim e ao cabo, o que o velho Dostoiévski definiu em seu romance: eles são apenas demônios.

Olavo Mendonça.

A referência da citação foi retirada do livro: O fim do homem soviético, de Svetlana Alekisiévitch, Editora Companhia das Letras, Primeira edição, São Paulo. Tradução de Lucas Simone. A citação se encontra na página 22.

Para entender melhor o que foi a desgraça do socialismo na Rússia, e em vários países, assista o chocante documentário “Soviet Story” (A História Soviética):

Fonte das fotos:

Dailymail;

Weloveist;

languages of the world;

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