Fuzil Barrett .50

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Depois da prisão de parte da quadrilha, e morte dos demais, que praticou o grave assalto a carro forte na BR 153, a transbrasiliana, próximo de Morrinhos em Goiás, fortemente armada com fuzis e explosivos, onde três profissionais de segurança privada foram assassinados, um fato que chocou o meio policial brasileiro foi a apreensão de um fuzil americano Berrett no calibre .50 em poder da organização criminosa.

Esse armamento, que até aonde consta não existe no Brasil para uso das polícias ou das forças armadas, com capacidade de abater aeronaves e destruir carros blindados de combate, além de partir uma pessoa ao meio, não havia sido encontrado em poder de criminosos antes.

Isso mostra que o poder de fogo dessas quadrilhas de assassinos e ladrões está cada dia maior, financiada pelo próprio roubo e pelo tráfico e consumo de drogas, que encheu os cofres dessas organizações que matam mais de 60 mil brasileiros por ano.
Por isso é importante estudar esse tipo de armamento para que os policiais, com os poucos recursos que tem, possam combater esses marginais com maior segurança e eficiência.

Esse rifle de assalto militar foi desenvolvido em 1989 para o exército suíço. Ele usa como base o princípio de junção de arma de assalto convencional, fuzil, com o uso de munição no calibre .50, desenvolvida para uso em veículos militares, tanques e aviões de combate, devido ao seu imenso poder de fogo e capacidade de destruição e transfixação. Depois ele foi amplamente usado pelo Exército americano nas operações no Iraque, Afeganistão e outras operações militares do país. Nos Estados Unidos essa arma é disponível para a compra de qualquer cidadão comum, dependendo do Estado.

A primeira função desse fuzil é operação de Sniper ou atirador de elite, pois precisa operar abrigado, protegido e com um segundo militar na observação e segurança. Ele tem capacidade de atingir alvos a mais de um quilometro de distância com precisão e surpresa, pois, dependendo da distância, o tiro atinge o alvo antes que o som do disparo pudesse ser ouvido.

Mesmo com o grande peso da arma e da munição, a arma pode ser carregada por um militar ou combatente e depois montada em solo ou em um apoio de tiro, proporcionando firmeza e estabilidade necessários ao tiro de precisão. Raramente se usa a Berrett nas mãos e em pé como os demais fuzis, pois além do peso, o recuo da arma poderia jogar o operador ao chão. Essa é a grande desvantagem da arma e que favorece a ação de contra-ataque, pois o atirador não consegue ter mobilidade para se reposicionar como se estivesse com um fuzil normal, ficando mais exposto.

Sendo detectado um criminoso com esse armamento em uma ação delitiva o policial deve procurar abater o operador da arma antes que ele possa se posicionar e atirar livremente, já que praticamente não existe cobertura ou abrigo que possa parar o poder da munição. Nesse caso a melhor defesa é o ataque.

Quanto ao poder de perfuração dessa arma é o mais potente que existe podendo, dependendo do tipo de munição, perfurar praticamente todos os tipos de blindagens leves e médias. Para se ter uma ideia esse calibre é usado em caças para derrubar outros aviões.

Com o avanço do crime no Brasil as polícias militares têm que se especializar em seus treinamentos e armamentos para poder fazer face uma guerra urbana que se agrava a cada dia, para que os policiais possam voltar pra casa ao final do dia.

Olavo Mendonça.

Veja o vídeo da arma em ação:

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