O Ciclo completo de polícia e o fim do mundo

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Sobre a segurança pública brasileira, parece que agora o debate está, a meu ver e de muitos ligados a área, tomando o rumo correto o que poderá levar todos (sociedade, políticos, autoridades e instituições policiais) ao encaminhamento de melhoras consideráveis e concretas.

Permanecemos por anos e anos discutindo a desmilitarização da PM, a unificação de polícias, a criação de mais e mais instituições de polícia, etc – etc, desviando o foco do necessário debate que, nesses anos, não levou a lugar algum, senão a disputas meramente corporativas, deixando a sociedade, a grande interessada, de lado.

Agora me parece que políticos, autoridade, sociedade e profissionais da área acordaram incluindo na pauta nacional a discussão que, como mencionado, conduzirá a solução futura do problema. Refiro-me ao CICLO COMPLETO DE POLÍCIA NA PERSECUÇÃO PENAL para todos os órgãos e instituições policiais como já ocorre em todo o mundo civilizado.

Nesse sentido a CCJ – Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, face as várias PECs – Propostas de Emendas Constitucionais que por lá tramitam referente ao assunto, agendando uma série de reuniões por 11 (onze) capitais dos estados do Brasil, com o objetivo de debater tão importante tema: “Por uma nova arquitetura Institucional da Segurança Pública e Pela adoção no Brasil do Ciclo Completo de Polícia”.

Após a primeira dessas audiências públicas/Seminários da CCJ – Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados realizada em Florianópolis no dia 18 de setembro constatou-se a preocupação de determinada categoria em rechaçar o debate, alegando uma série de situações principalmente em relação ataques à Polícia Militar.

Lembro-me que quando, lá pelos idos de 2007, o Termo Circunstanciado começou a ser elaborado pela Polícia Militar de Santa Catarina nos delitos de menor potencial ofensivo, foram ressaltados pela “mesma categoria” dentre outros que:

1) A PM (Polícia Militar) não está preparada para isso;

2) A PM criará cartórios nos quartéis;

3) A PM abandonaria as ruas deixando a atividade ostensiva para um segundo plano;

4) O Judiciário e o Ministério Público não conseguiriam responder as demandas;

5) Tudo ficaria muito pior do que já estava; e

6) O MUNDO IRIA ACABAR.

A PMSC iniciou a elaboração dos Termos Circunstanciado nos delitos de menor potencial ofensivo, inclusive modernizando e acelerando todo o processo, como já fartamente divulgado, e qual foi o resultado?

1) A PM demonstrou estar preparada;

2) A PM não criou nenhum cartório nos quartéis;

3) A PM não abandonou as ruas, ao contrário permanece mais tempo nelas;

4) O Judiciário e o Ministério Público demonstraram atender a demanda com maior celeridade;

5) Tudo melhorou;

6) O MUNDO NÃO ACABOU, ESTAMOS TODOS VIVOS; e

7) A SOCIEDADE FOI A GRANDE VENCEDORA.

Como me referi anteriormente, os argumentos atuais sobre o “ciclo completo” utilizados equivocadamente por “eles” são os mesmos, porém tudo passa e as polícias demonstrarão, em especial a Polícia Militar, que está preparada para este momento de mudança com sempre esteve em ao Outros momentos.

A Polícia Militar com sua capacidade de adaptar-se às várias situações e acompanhar a modernidade, como aliás o faz há quase dois séculos (algumas mais que isso) o fará novamente não sendo desta vez que não que deixará de fazê-lo.
Devemos ter em mente que o alvo é a sociedade, ela é que deve ser a grande vencedora, o que não dá é para tudo ficar como está como “alguns poucos” desejam.

Não se muda algo fazendo sempre as mesas coisas, só se muda um resultado mudando a forma de fazer, só sim teremos resultados diferentes.

E posso afirmar: o ciclo completo na persecução criminal a todas as polícias não levará ao ” FIM DO MUNDO“.

MARLON JORGE TEZA

Acesse os sites abaixo e saiba mais:

http://www.marlonteza.blogspot.com.br

http://www.ciclocompleto.com.br/paginas/9/artigos 

http://www.ciclocompleto.com.br/videos 

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