A charge e o socorro imediato

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Realmente, a charge (publicada no CB de 6 de abril de 2013) fazendo alusão ao disparo que tirou a vida de José Chaves Alves Pereira (BR-70, Distrito Federal, madrugada de 4 de abril de 2013) está bem na conformidade da técnica editorial do “gênero charge”: “ilustração”, “sátira”, por meio de uma “caricatura” sobre um acontecimento corrente com mais de um protagonista.

Os protagonistas centrais são dois: um que morreu e outro que tragicamente realizou o disparo fatal (socorrendo a vítima de imediato).

A ilustração/charge realmente se enquadra na origem francesa que possui da expressão “charge”: “carga”, ao exagerar os supostos traços do ocorrido, fazendo burlesca (do latim, burrula, farça, brincadera) essa tragédia de dois protagonistas centrais: um que morreu e outro que realizou o disparo fatal (socorrendo a vítima de imediato).

Também conforme a técnica midiática, para entender essa charge não é necessária erudição, bastando apenas saber o que aconteceu nessa noite trágica para os dois protagonistas centrais: um que morreu e outro que tragicamente realizou o disparo fatal (socorrendo a vítima de imediato).

Mas essa charge talvez não se enquadre melhor no gênero, na medida em que não corresponde a uma manifestação política de oposição a poderosos (como acontecia na origem das charges no século XIX). Afinal, a charge referida (publicada no CB de 6 de abril de 2013), se refere apenas a dois protagonistas desconhecidos do grande público: um que morreu e outro que tragicamente realizou o disparo fatal (socorrendo a vítima de imediato).

Ou ela quer traduzir algo mais, além do humor de gosto duvidoso sobre o episódio envolvendo dois: um que morreu e outro que tragicamente realizou o disparo fatal (socorrendo a vítima de imediato)?

George Felipe Lima Dantas.

Fonte da charge: correioweb

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