A morte, a tocha e a injustiça

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No último dia 23/07, durante intervenção policial na zona leste de São Paulo, teve ceifada a sua vida mais um (mais um!) policial militar: foi morto por ação covarde de criminosos o Soldado PM Henrique Strada Januário, que servia no 29º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano.

No dia seguinte, passou pela cidade de São Paulo a Tocha Olímpica, que foi conduzida por uma série de pessoas e personalidades, entre as quais o Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel PM Ricardo Gambaroni.

Conhecendo-o como o conheço há mais de três décadas e agora estando mais perto, compondo o seleto grupo de coronéis que fazem parte do comando, sei exatamente o tamanho da dor e o sentimento de tristeza do comandante Gambaroni que assistiu tombar mais um colaborador durante a sua gestão: não sei quantos já foram, mas não foram poucos e não deveria ter sido nenhum, dependesse da sua vontade e do seu esforço…

Já estive ao seu lado em tristes momentos em que ele comandou a última continência aos heróis que partiram e, naquele que é para mim o mais triste instante nestes acontecimentos, entregou a bandeira nacional a esposas e mães de policiais militares mortos.

Voltando à Tocha, o compromisso da figura institucional “Comandante Geral” em conduzi-la por um pequeno trecho de São Paulo já tinha sido assumido há muito tempo atrás: não foi uma responsabilidade assimilada pela pessoa física Ricardo Gambaroni, mas sim pela autoridade que ele representa e que, até para servir de referência, não pode omitir-se em cumprir os seus papéis, sejam eles mais simples ou mais difíceis.

Para compatibilizar a sua dor pela perda de um colaborador e a responsabilidade de conduzir a Tocha por São Paulo e também para passar a mensagem do momento de luto pela perda do Soldado PM Strada, o Comandante Geral usou no braço direito uma faixa preta, sinalizando o sentimento que tomava à ele e a toda família policial militar naquele dia.

Encerrado o seu compromisso, imediatamente o Comandante Geral, também cumprindo uma das suas inúmeras responsabilidades, deslocou-se ao velório e ao sepultamento do Soldado PM Strada, lá ficando até o final, comandando as honras fúnebres e realizando a triste tarefa de consolar parentes e amigos daquele que nos deixou.

Os dois fatos, a morte do policial e a passagem da Tocha Olímpica por São Paulo, geraram muitos comentários, de diversas naturezas, especialmente nas redes sociais.

Mas infelizmente, a intersecção entre os dois fatos e a participação do Comandante Geral em ambos gerou por parte de alguns poucos, posicionamentos críticos os quais, para não ser indelicado, classifico apenas como injustos!

Por razões que não convém aqui comentar, pessoas se aproveitam de situações para atacar outros, inventando o que não existe, mentindo e fazendo análises incorretas, tudo com o propósito de macular o “alvo” afetando a sua reputação.

Não recebi e nem me seria necessária procuração para defender o Comandante, mas quero aqui registrar aqui a minha indignação com estas pessoas que o atacaram indevidamente, que o apresentaram da forma completamente oposta da que ele de fato é, especialmente ao que se refere ao respeito e consideração que tem pelos seus comandados, até no momento em que, com o coração partido, entrega alguns deles a Deus…

Se a Justiça dos homens não puder reparar os erros cometidos, ao menos resta a certeza de que Deus avaliará adequadamente os fatos.

Assim seja!

Humberto Gouvêa Figueiredo.

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