Cloroquina, revolução comunista e a geração Nutella – Os desafios mortais para o Brasil e para o mundo

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Reflexão inicial

Atravessamos momentos de grande provação, como ocorre na humanidade de tempos em tempos. Guerras, catástrofes naturais, epidemias e outras circunstâncias terríveis sempre fizeram parte de vida de gerações inteiras de pessoas, em todos os tempos e em todos os lugares do planeta, mesmo no nosso pacífico Brasil. Basta lembrar de eventos como a Guerra do Paraguai, a Segunda Guerra Mundial, a Intentona Comunista, o movimento cívico militar de 1964, só para citar algumas ocasiões que obrigaram pessoas comuns a se tornar parte ativa desses graves momentos históricos.

O que difere a pandemia mundial causada pelo vírus originado na China em dezembro de 2019, são três fatores a saber: a tecnologia da informação atual, o avanço do processo revolucionário mundial e a geração “útil” ou “operativa” da nossa sociedade, composta por pessoas de várias faixas de idade, que, diferente de todas as outras gerações anteriores, sofreram doutrinação ideológica desde o berço e que nunca enfrentaram grandes dificuldades na vida, sendo por isso, mais suscetíveis a comportamentos dos mais diversos.

Com o avanço da tecnologia chegamos a um ponto de inflexão onde cada pessoa com capacidade econômica mínima possui um “smart” phone com capacidade de acesso a bancos de dados no mundo todo, vídeos, documentos, músicas, livros, filmes, além de ela própria poder, em tese, ter sua própria página na internet, seu canal de vídeo, inclusive com transmissão ao vivo, ter o seu perfil, pessoal e profissional, em várias redes sociais e, pelo menos em potência, ser um ator ativo na produção de conhecimento e de opinião dos fatos do quotidiano.

Essa velocidade da informação, que atravessa continentes quase que instantaneamente podendo “viralizar” praticamente qualquer dado ou informação em tempo real levou a gestão do conhecimento a níveis inexplorados, onde as tais “fake news” podem confundir ou até mesmo desinformar, chegando ao ponto de, se não confrontadas, criarem confusões, podendo gerar convulsão social e mudanças comportamentais e de opinião em uma grande massa de pessoas.

Por isso, a busca de fontes confiáveis de informação se tornaram vitais em tempos confusos, como os que vivemos hoje por conta da pandemia originada na China. Pode-se, de maneira precipitada, facilmente ceder a tentação de buscar conhecimento e informação em sites e canais de mídia tradicionais que deveriam, em tese, ser os meios profissionais de coleta, tratamento e divulgação de informação, obedecendo sempre aos padrões éticos e de busca da verdade acima de tudo, que forjaram a chamada imprensa livre em tempos mais civilizados. Porém, não é isso que se verifica hoje, tanto no mundo quanto no Brasil, onde os veículos de mídia tradicionais e digitais controlados por grupos econômicos e famílias tem, de maneira não raras vezes escandalosa, buscado não informar de maneira isenta visando o bem comum mas sim manipular, adulterar, e por fim inventar notícias ou fabricar análises sem conexão nenhuma com a realidade. Com isso, muitas pessoas, sites ou canais de vídeo online ganharam protagonismo em meio ao público médio.

Esse fenômeno vem ocorrendo no mundo todo quando se necessita buscar informação de qualidade e isenta, obrigando a sair do chamado “main stream”. Como exemplo clássico cabe citar o tratamento ao SARS COV 2 de maior perspectiva de sucesso atual, a base de hidroxiclorquina, azitromicina e zinco, que vem enfrentando oposição feroz dos meios de mídia tradicionais enquanto que médicos, cientistas e analistas tem que se manifestar por meio das redes sociais buscando um contraponto. Chegamos ao extremo de dois presidentes de dois grandes países do mundo, EUA e Brasil, terem que se posicionar via rede social a favor do tratamento com a cloroquina, em apoio a um cientista francês boicotado em seu próprio país. Tudo isso agravado por “investimentos” de milhões de reais de empresas estrangeiras, no caso chinesas, em empresas de mídia de massa no Brasil. Isso mostra o quanto o conhecimento e a informação são preciosos hoje, arriscando se dizer que a guerra de quinta geração, além de hibrida, é, fundamentalmente, uma guerra psicológica de proporções globais pelos corações e mentes do cidadão médio. Por isso a informação e os canais de comunicação e de inteligência, formais e informais, são a primeira linha defesa de uma sociedade e por isso devem receber toda a atenção possível seja dos governantes, seja de cada cidadão em sua própria rede social.

O Comunismo Chinês

O avanço do processo revolucionário chegou ao seu ápice no mundo hoje. Utilizando-se de uma estratagema de genialidade infernal, que fez crer uma parte do mundo que teria acabado com queda do Muro de Berlin e a dissolução da União Soviética nos anos 90, pôde prosperar pela chamada “revolução cultural” ou “marxismo cultural”, ocupando os espaços de fala na mídia de massa, nas universidades e escolas, artes audiovisuais e em praticamente toda a esfera social, indo desde a medicina a justiça penal.

Alimentando-se da sua invisibilidade o movimento neocomunista pós anos 90 avançou rapidamente, onde antes levou quase 100 anos para alcançar, chegou em menos de 30, com vários países em todos os continentes dominados, seja no Estado, seja na esfera do campo das ideias, por partidos e movimentos revolucionários de esquerda, impondo a visão única a todo lócus de discussão político.

Ao mesmo tempo que avançava como uma praga, um vírus invisível, infectando toda sociedade e causando uma mudança de mentalidade, o bom e velho comunismo, genocida, ateísta e militarista se transmutava da antiga União Soviética e da Rússia, para outros países que passaram a ser o foco do movimento internacional do projeto de poder sonhado por Lenin e Stálin, no caso a China e Cuba.

Esses dois países que ao final da dissolução da URSS estavam falidos e miseráveis, com muitos analistas internacionais apostando que cairiam de podre por si só, acabaram virando o jogo, graças a ajuda traidora de grandes grupos econômicos, de grandes grupos de poder político ideológico e de sociedades secretas, que praticamente criaram o slogan “um país dois sistemas” para a China, atraindo corporações multinacionais do mundo todo para o seu território e com isso recebendo a maior transferência de recursos financeiros e tecnológicos da história da humanidade.

Como disse Lenin, basta usar a ganância financeira para atrair os capitalistas e lucrar vendendo a corda que seria usada para os enforcar. Foi exatamente isso que aconteceu. Enquanto o mundo livre dormia seus filhos foram doutrinados pelas escolas, universidades e pela mídia de massa se tornando socialistas e revolucionários sem perceber. Além disso, o movimento revolucionário mundial decidiu de fechar todo o parque industrial e de transformação do ocidente passando os empregos, a renda e a tecnologia para o PCC (Partido Comunista Chinês).

Em menos de 20 anos a China saiu do G20 para ser a segunda maior economia do mundo, sem ao menos ter liberdade de expressão e liberdade de culto a Deus. Hoje o dragão vermelho tem recursos industriais, financeiros e bélicos para fazer frente a uma guerra de grandes proporções em pelo menos duas frentes, além de contar com tecnologia de ponta em todas as áreas e fábricas que podem ser transformadas em questão de dias em produtoras de armas e insumos de guerra.

Não podemos esquecer que o objetivo máximo do movimento comunista é o domínio total em um governo central mundial, socialista, totalitário e genocida por natureza, basta estudar “o grande salto para frente de Máo Tsé” na China e a revolução cultural chinesa para descobrir como que esse pobre povo foi massacrado, torturado, humilhado e morto a casa de milhões de pessoas pelos comunistas, que ainda estão no poder.

A China conta ainda com aliados orgânicos e companheiros de viagem, no caso dos orgânicos os países comunistas da Ásia como o Vietnam e a Coréia do Norte e, obviamente, a Rússia, e no caso dos companheiros de viagem países como a Turquia, Índia, Paquistão, Irã e outros países desalinhados ao bloco ocidental, que dependendo da perícia da diplomacia chinesa, podem, na hora certa, se tornarem uma aliança tão improvável na luta contra o ocidente como foi a Tríplice Aliança na Primeira Guerra Mundial.

No caso das Américas do movimento revolucionário se manteve vivo usando Cuba como refúgio e usando como meio de expansão o chamado Foro de São Paulo. O Foro agregou sob suas asas todos os partidos e organizações de esquerda do continente latino-americano, inclusive os terroristas e criminosos como as FARC, ELP da Colômbia.

Também partindo do princípio de se fingir de morto para roubar o coveiro esse movimento conseguiu em pouco mais de 25 anos dominar quase que 100% dos governos da América Latina, a começar como Brasil com o PT. Com isso, muitos países se desestabilizaram e acabaram entrando em processo de revolução interna, sendo o caso mais patente o da Venezuela, que com apoio do Foro de São Paulo e de Cuba conseguiram transformar um dos países mais prósperos e pacíficos da região em um grande campo de concentração a céu aberto, obrigando milhões de venezuelanos a fugir do país e deixando outros milhões que ficaram padecendo pela fome, injustiça, violência e criminalidade. A ideia utópica de paraíso na terra levou a um dos países mais belos do mundo e se tornar uma sucursal do inferno. Com a nova “cabeça de ponte” no continente sul-americano, o movimento comunista mundial não tardou a enviar reforços para o país, como aconteceu em Cuba, com notícias de bases Russas e de material e pessoal militar chinês em território do país fronteiriço ao Brasil.

Com esse cenário geopolítico atual, aliado ao trabalho ininterrupto da guerra psicológica e de informações em andamento no meio político de esquerda e centro esquerda, usando veículos de imprensa e contando com fortes aliados no judiciário, o cenário atual nunca foi tão favorável a um movimento de tudo ou nada a favor dos revolucionários e nunca foi tão desfavorável para aqueles que lutam pela liberdade no Brasil e no mundo.

Com todo esse cenário desfavorável, que já se iniciou com a pandemia da peste que veio da China, teremos, novamente, o destino de povos inteiros na mãos dos que estão em funções, cargos-chave, ou que tem influência, e que por isso serão vitais nos tempos de tempestade que se aproximam.

Mas, por vários fatores, talvez os resultados, que serão conhecidos ao término desse período histórico, sejam os piores possíveis. Tudo por quê essa geração que terá a grande responsabilidade de conduzir os destinos do nosso povo, e de uma parte importante do mundo, é uma geração reconhecida por ser a mais fraca, burra, emocionalmente frágil, fútil, tagarela, egoísta e alienada da história humana, pois sofreram doutrinação ideológica de esquerda desde a tenra idade pelo sistema educacional e universitário, além do reforço continuo pela mídia de massa.

Geração Nutella

Hoje, mais do que nunca, a sociedade como um todo precisa, desesperadamente, de heróis, em sentido pleno, cristão, da palavra, de pessoas que pensem primeiro no todo, no país, nos outros primeiro, que não tenham medo de assumir responsabilidades, de tomar decisões, de arcar com as consequências dos seus atos, de assumir os seus erros e mudar o seu comportamento por isso, de ter empatia, senso de missão, de ter uma visão holística da sua existência, entendendo que tudo nesse mundo, inclusive a própria vida, devem estar abaixo de ideais tão caros que nos trouxeram aqui, desde a barbárie romana até as grandes catedrais e hospitais.

Sem esse senso de pertencimento a uma cultura e a uma fé que vem sendo passada de geração em geração por quase dois mil anos, será impossível lutar, quanto mais vencer, os graves desafios atuais e que se avizinham.

Uma parte da geração atual, chamada de “millenials” nos EUA, ou geração “mimimi” ou “Nutella” aqui no Brasil, mostra, em quase tudo que fazem e falam, que ao primeiro sinal de que a tempestade será mais forte do que o comum e que, possivelmente, a nossa sociedade nunca mais será a mesma (como aconteceu com os países durante e depois das grandes guerras por exemplo), poderão reagir de maneira inapropriada, para dizer o mínimo, tendo reações histéricas que poderão ir desde um burnout até um colapso existencial, sobrecarregando, ou até mesmo inviabilizando estruturas essenciais do país quando chegar a hora da verdade.

Pela Graça da Divina Providência, nem tudo está perdido. Um fato alentador é que uma parte dessa mesma geração é formada por homens e mulheres de fibra, com grande capacidade cognitiva, que tem liderado verdadeiras revoluções do bem em todos os setores da sociedade, inclusive na Igreja, buscando o conhecimento e a verdade, a qualquer custo, e vem conseguindo manter a estabilidade, a fé, a constância, em todos os momentos, mesmo com o sacrifícios pessoais caros.

Essa parte importante da nossa geração, que infelizmente não é a maioria, são os que farão a diferença no momento crucial de crises como a que enfrentamos agora. A força heroica dessas pessoas centradas, firmes e com determinação e amor a verdade podem, realmente, salvar o barco do país no momento em que começa a fazer água. É autoevidente que em meio a uma tempestade terrível que assola uma embarcação não basta ter um capitão com nervos de aço no timão, é necessário que cada membro da tripulação faça a sua parte, nem que seja jogar o excesso de água pra fora com um balde ou rezar para que Deus envie o seu auxílio.

Olavo Mendonça é Major da Polícia Militar do Distrito Federal e especialista em segurança pública. É consultor internacional nas áreas de Contraterrorismo e Combate ao Crime Organizado e membro do Instituto Monte Castelo.

Referências:

Sobre o movimento comunista chinês:

Ler o livro “A Grande Fome de Mao” de Frank Dikotter.

Ver o documentário:

Sobre o movimento revolucionário mundial ler:

“O Livro negro do Comunismo” de Stéphane Courtois e outros autores.

“Cortar o Mal pela raiz” de Stéphane Courtois e outros autores.

Sobre a hidroxicloroquina:

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/03/19/cloroquina-eua-vao-testar-remedio-para-malaria-no-tratamento-do-coronavirus

https://www.mediterranee-infection.com/hydroxychloroquine-and-azithromycin-as-a-treatment-of-covid-19/

https://veltnews.com/no-deaths-at-lennox-hill-hospital-from-the-virus-after-using-hydroxychloroquine/

 https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/26/quatro-pacientes-de-uti-tiveram-alta-em-sp-com-uso-de-hidroxicloroquina.htm

 https://techstartups.com/2020/03/27/coronavirus-cure-new-results-french-study-shows-combination-hydroxychloroquine-plaquenil-azithromycin-successfully-treated-80-coronavirus-patients-significant-dr/

 https://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/estudo-e-pesquisa/5336-hidroxicloroquina-azitromicina.html

https://www.oantagonista.com/brasil/tratamento-com-hidroxicloroquina-e-azitromicina-tem-sucesso-em-mais-de-50-pacientes-da-prevent-senior-mas-quarentena-e-essencial/

http://www.leparisien.fr/societe/didier-raoult-pour-traiter-le-covid-19-tout-le-monde-utilisera-la-chloroquine-22-03-2020-8285511.php

https://d24am.com/coronavirus-no-amazonas/resultados-do-uso-da-cloroquina-em-pacientes-graves-de-covid-19-sao-positivos/

https://istoe.com.br/teste-com-hidroxicloroquina-na-italia-da-resultado-positivo/

https://g1.globo.com/google/amp/sp/sao-paulo/noticia/2020/04/03/prevent-senior-contraria-recomendacao-do-ministerio-e-receita-medicamento-a-pacientes-sem-confirmacao-de-coronavirus.ghtml

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