Entre generais e magistrados ocorre a miséria

Um bom exemplo da situação humana e política na América Latina é o drama que se desenrola em dois países gêmeos siameses, Venezuela e Colômbia.

Enquanto a Venezuela é dissolvida como nação pelas forças armadas que apoiam e patrocinam o pesadelo de uma seita política corrupta, que como um rei gordo suga os recursos de um povo faminto, a Colômbia ameaça se fragmentar como país devido aos efeitos de uma justiça ilegítima a serviço da gangue das FARC, ou seja, do crime organizado transnacional disfarçado de marxismo-leninismo.

Alamares e togas

Generais e magistrados são os maiores responsáveis ​​pelo fato de os venezuelanos vagarem mortos de fome pelas ruas e rodovias da América Latina e da violência aumentar na Colômbia. A força da irracionalidade e a irracionalidade sem força conduzem as paixões transbordantes, porque quando a hierarquia moral acaba, reinam os apetites, e os juízes que desestabilizam a Colômbia e os militares que envergonham a Venezuela são guiados por eles.

Por volta do século 4 A.C., nos campos de batalha, os comandantes dos exércitos iam ao front para gritar e insultar os seus inimigos com os piores epítetos possíveis, esquentando os espíritos para o combate. Neste cenário remoto está o General Venezuelano Vladmir Padrino (1), que não representa um oficial militar profissional do Estado-Maior, mas um político barato disfarçado de soldado, fruto da infiltração militar cubana a um Exército que outrora foi um “forjador de liberdades”.

Precedido por uma enxurrada de xingamentos do Presidente Venezuelano Nicolas Maduro contra o Presidente da Colômbia Iván Duque (2), o General Padrino desafiou o presidente do país vizinho de punho em riste, seguido poucas horas depois pelo narcoterrorista Fariano, vulgo Santrich, que publicamente e em território venezuelano, conclamou para que o presidente colombiano seja assassinado. Essas ações parecem uma estratégia para provocar alguma reação, que por sua vez, gere um grande incidente. Só falta acontecer agora um ataque verbal pelo embaixador cubano em Bogotá.

O General Vladimir Padrino López é o atual ministro da Defesa das Forças Armadas Nacionais da República Bolivariana da Venezuela .

Na Colômbia, os magistrados, juízes adeptos do comunismo, apoiados em declarações de ONGs inimigas declaradas dos militares, tentam quebrar por meio de sentenças judiciais o espírito das Forças Armadas, a única barreira que conteve a violência histórica do país.

O órgão judicial colombiano JEP (3), que foi idealizado pelo secretário do Partido Comunista Espanhol para livrar os criminosos das FARC dos crimes praticados contra a humanidade, conseguiu, por meio de em uma grotesco truque jurídico, tirar da manga um espantoso relato de mais de 6.000 vítimas de execuções extrajudiciais, tentando transformar o Exército no que um infeliz promotor anteriormente tentou sem sucesso: em uma estrutura criminosa a serviço de um estado burguês.

JEP – Jurisdição Especial para a Paz (JEP) é um órgão componente do judiciário colombiano pertencente ao Sistema Integral de Verdade, Justiça, Reparação e Não Repetição, criado pelo Acordo de Paz entre o Governo Nacional e as FARC-EP

A ironia é que são esses “criminosos” militares e policiais são os mesmos que protegem suas vidas de suas excelências e escoltam os seus carros.

A desobediência civil, que os Mamertos (4) produzem está germinando no caos.

Tecendo uma trama complicada

Enquanto o General Padrino fala do “Estado de bem-estar construído na revolução”, recusando-se a ver a fome que impera no seu país a Venezuela, o presidente do JEP colombiana fala de milhares de falsos crimes, tentando amenizar a culpa dos verdadeiros assassinos que provocaram o desastre histórico, os guerrilheiros das FARC, e que agora são congressistas eleitos e protegidos pelos mesmos cubanos que fizeram de idiotas os militares venezuelanos.

Os soldados e “soldadas” de “Madrino”(5), dos quais centenas já fugiram em busca de alimento e refúgio na Colômbia, continuam morrendo de fome sob um comando militar e político ridículo, enquanto os soldados da Nova Granada (6) continuam a sustentar uma democracia desequilibrada em meio ao tráfico de drogas orquestrado pela víbora do Castro-Chavismo.

Sem ciência, sem tecnologia, com um atraso digital e tecnológico intransponível, cooptada pelo crime organizado transnacional, a América Latina regride, agravada pela pandemia, em direção a um continente empobrecido apesar de sua imensa riqueza, que sempre foi explorada pela Europa, pelos Estados Unidos e agora pelo comunismo chinês.

Triste sorte a nossa, que não soubemos escolher os nossos dirigentes e administradores, e daqueles que venderam a sua boa e pacata vida por uma mal contada história importada da Europa. Em meio ao sofrimento e à raiva que se avizinham, voltemos, venezuelanos e colombianos, os nossos olhos para os verdadeiros irresponsáveis máximos da nossa situação:

Na Venezuela, os generais. Na Colômbia, os magistrados.

Para a tarefa de consertar essa bagunça, alguns da minha geração, nascidos nos anos sessenta, ainda procuram o homem providencial: outro Chávez, outro Pinochet; insistindo em montar experimentos políticos fracassados, ​​enquanto os jovens, mal-educados em história, sem racionalidade crítica e lógica, obliterados por vídeos efêmeros nas redes sociais e encantados por frases de efeito, buscam alívio da sua angústia nos momentos de entretenimento. Seguindo o mito do realismo mágico garciamarquiano (7), nossos descendentes já estão nascendo com rabo de porco (8).

John Marulanda.

Tradução para o português: Olavo Mendonça.

Notas:

  1. Vladimir Padrino López é o atual ministro da Defesa das Forças Armadas Nacionais da República Bolivariana da Venezuela .
  2.  Iván Duque Márquez é o atual Presidente da Colômbia.
  3. JEP – Jurisdição Especial para a Paz (JEP) é um órgão componente do judiciário colombiano pertencente ao Sistema Integral de Verdade, Justiça, Reparação e Não Repetição, criado pelo Acordo de Paz entre o Governo Nacional e as FARC-EP;
  4. Os Mamertos defendem a reforma agrária.
  5. O autor faz um jogo de palavras com os nomes de Maduro, ditador comunista da Venezuela, com o seu capataz militar, o General Vladmir Padrino.
  6. Nova Granada era o nome da Colômbia.
  7. Gabriel José García Márquez foi um escritor, jornalista, editor, ativista e político socialista colombiano.
  8. Expressão usada no romance mais famoso de Gabriel Garcia Márquez “Cem anos de Solidão”.

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