O crime fora de controle em Brasília.

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Um crime terrível e sem explicação, como é o mal, chocou a Capital Federal. Christiane Silva Mattos, 37 anos, professora, saiu de casa para comprar ovos de páscoa no Shopping Pátio Brasil, no centro de Brasília. Ela não apareceu para buscar os seus filhos de dois e oito anos na escola, o que fez o marido comunicar a polícia e dar início as buscas. O carro, com todos os pertences e os ovos de páscoa, foram encontrados no carro dela, onde o seu corpo jazia sem vida, no Parque da Cidade, por volta da meia noite.

Essa mulher, mãe de dois lindos filhos, esposa de um amigo da nossa Paróquia Sagrado Coração de Jesus da 615 sul, coordenador dos coroinhas, chocou a nossa comunidade e fez com que o horror do crime sem sentido batesse a nossa porta no dia da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não existem palavras, expressões faladas, que possam dimensionar a dor, a revolta, o choque de tamanha covardia.

O marginal, Walisson Santos Lemos, confessou o crime. Ele já tinha várias passagens pela polícia e duas tentativas de homicídio por estrangulamento e estava solto.

Mas, infelizmente, esse crime não é uma exceção. Somente de nos últimos três dias foram mais de sete homicídios em Brasília, sem contar as tentativas e lesões corporais graves. Dentre os mortos está um Sargento da Polícia Militar, morto covardemente por marginais que levaram a sua arma. Nesse caso, os criminosos se aproveitaram que o Sargento já era idoso, o que dificultou a sua reação.

pebas assassinos
Imagem do circuito de TV que mostram os assassinos do Sargento da PMDF.

Além desses crimes, o tipo de crime mais grave de todos, o homicídio, outro tipo de crime foi manchete em Brasília: O roubo a residência. Esse tipo de crime, um dos mais temidos pela população, se tornou corriqueiro e quase banal. Eu e minha família fomos vítimas desse crime no ano passado e, após muito custo, os marginais foram identificados e se descobriu que eles eram suspeitos de terem furtado e roubado mais de 60 casas em sete meses. Não, você não leu errado, é isso mesmo, mais de 60 casas em cinco meses. A quadrilha era formada por dois adolescentes e dois maiores de idade de 18 anos, ou seja, haviam acabado de sair da menoridade. Todos eles tinham uma vasta ficha criminal e todos eles já estavam presos, porém cumpriam as penas e medidas sócio educativas (falácia ridícula inventada por picaretas ideológicos onde o menor não fica preso e sim sendo “ressocializado”) em regime semi-aberto, ou seja, eram soltos na sexta a noite. Aproveitando a liberdade e a impunidade, praticavam os roubos no sábado e dividiam o produto no domingo antes de retornar as “casas” onde cumpriam as suas penas.

A antiga sabedoria é correta: A mãe da reincidência é a impunidade.

inversão de valores
Inversão de valores: Quem fica preso são as famílias de bem.

No caso de um dos menores que cumpria a sua medida sócio-educativa em uma casa bancada pelo governo a situação beirava o ridículo: Os agentes não podiam portar armas, a casa não tinha vigilância nenhuma e havia um viatura, no caso um veículo VW gol, com a logo do GDF  (aquela que lembra a oração da propina) na porta, que levava o bandido para um colégio onde ele assistia as aulas e o buscava de volta para a “casa”. Isso todos os dias. Além disso, conseguiram para ele um emprego de estagiário no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, onde ele tinha acesso a todos os processos de Brasília.

É claro que com uma política pública dessas a tendência do crime era explodir, o que aconteceu. Simplesmente se vive em Brasília em um regime “feudal” de condomínios, pois fora deles corre-se o risco de ser assaltado ou morto dentro da sua própria casa. Ou seja, quem fica preso sem poder sair, cercado de grades e câmeras de vigilância é o cidadão de bem.

Outro dado impressionante é que o maior de idade e chefe da quadrilha de assaltos a residência tinha três homicídios nas costas, mas, por ter praticado os crimes quando tinha menos de 18 anos, ele teve a sua ficha apagada e foi devolvido as ruas. Ou seja, a vida daquelas três pessoas que ele assassinou, o sofrimento das vítimas antes da morte e durante ela, a dor das famílias, o prejuízo para a Sociedade que perdeu três pessoas com toda a vida pela frente, tudo, absolutamente tudo, foi apagado, jogado fora, desprezado para o que o marginal, o bandido assaltante, traficante e assassino pudesse ter uma nova chance. E ele aproveitou essa nova chance e imediatamente recrutou outros menores, pois como maior ele sempre pode ter um menor do lado para que ele assuma os crimes, e partiu para a modalidade de “caxanga” como os bandidos chamam ladrões de casa. Após a sua primeira prisão em flagrante ele foi solto, pois afinal, ele era réu primário. Depois ele foi preso a segunda e a terceira vez e, novamente solto, pois ele ainda era réu primário, já que para lei brasileira é somente depois da sentença da primeira condenação é que a pessoa deixa a primariedade. Por fim, depois do ser preso novamente após assaltar uma residência em Taguatinga e machucar a dona da casa na frente dos filhos e do marido com coronhadas e de quase matar um policial atropelado na hora da prisão, o Juiz resolveu negar o seu habeas corpus pedido pela defensoria pública, não pela violência dos crime que o levou a prisão, mas por que saiu a primeira condenação transitada em julgado do seu primeiro roubo como maior, quase dois anos antes. Ou seja, no Brasil para que finalmente um vagabundo perigoso ficasse preso aguardando o julgamento tiveram que morrer três pessoas, feridas quase o triplo e que quase 70 famílias fosses aterrorizadas. E eu não estou contando as suas passagens por assalto a veículos e o tráfico de drogas.

Agora multiplique-se esse caso por cem, por mil, por cem mil. Aí teremos o cenário atual da Capital da República, que pode-se tranquilamente ser reproduzido em qualquer outra cidade do Brasil. Em suma, um caos de crimes e de violência.

Some-se a esse quadro o fator droga, no caso mais específico a maconha, que é a droga considerada “legal” pelos adolescentes e que na cultura criminal atual é a liga que os une. Dentre os jovens criminosos, homens ou mulheres, a maconha é a chave para se ter coragem para praticar toda a sorte de atos estúpidos e ainda impõe respeito no grupo. Por isso que as malditas leis e campanhas de mídia que descriminalizaram o consumo da maconha contribuíram diretamente para que o crime aumentasse ainda mais, principalmente entre os jovens. Sem droga não há tráfico. Sem tráfico o crime não tem dinheiro fácil.  Sem Droga a maioria dos criminosos ficam sem o seu combustível financeiro e da audácia artificial que a droga lhes dá. A droga é peça fundamental para se tentar enganar a consciência, evitando o remorso. Simples assim.

Chegou a hora da população de bem da Capital do Brasil acordar do sono da morte, embalado pelo canto da sereia diabólica do politicamente correto da esquerda mau caráter, que, nas palavras do Professor e Pesquisador Uruguaio Ricardo Aguillar, fazem a “agelicalização” dos criminosos e colocam a culpa do crime em tudo, na polícia, no racismo, no Estado repressor, na moral cristã…Menos onde realmente importa, na desestruturação familiar, na descristianização da sociedade, na inversão de valores, no consumo de drogas ilícitas e na impunidade. É preciso abrir os olhos para as reais causas do problema do crime no Brasil: Ninguém fica preso. E quando fica, fica pouco tempo, já que ele pode cumprir 1/6 da pena, tem direito a saidão de natal, de páscoa, de dia dos pais…

Olavo Mendonça

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