ArtigosCapa

Cabo Cardoso – porque o jornalismo profissional odeia nossos heróis?

Compartilhe nas redes sociais

A morte do Cabo Derinalto Cardoso dos Santos, do 10º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro tornou-se um símbolo do desprezo que mídia tradicional tem por aqueles que sacrificam tudo na guerra contra o crime. Contaminados, doentes no mais profundo de suas almas, jornalistas, artistas e intelectuais são incapazes de manifestar qualquer gesto de solidariedade ou de reconhecimento pelos serviços prestados por um herói, como o Cabo Cardoso.

A indiferença fica evidente não apenas no modo como reportagens descreveram o ocorrido, sem nenhuma solenidade, sem pesar, de maneira ordinária. Como se a morte do policial no cumprimento do dever fosse um acontecimento sem importância. Não houve minuto de silêncio, nem hashtags, nenhum global gravou mensagens de apoio e conforto aos familiares e os jornais não escreveram editorias indignados. Tudo que sempre acontece quando morre alguém que tem o discurso ou o estereótipo certo.

O ápice foi a maneira como as manchetes noticiaram a prisão do assassino do Cabo Cardoso. Apesar da filmagem do momento exato em que o marginal atira na cabeça do policial, pelas costas. Os tabloides do jornalismo “profissional” insistiram em colocar nas manchetes a alcunha de suspeito, quando noticiaram a captura do assassino. Escreveram em uníssono, suspeito de matar PM. Nunca o nome do policial, sempre despersonalizando.

Não importa que o Cabo Cardoso tenha 10 anos de bons serviços prestados, perdendo a vida no cumprimento de seu juramento. Seus dois filhos e sua viúva não merecem atenção, são ignorados, é como se policiais não tivessem o direito de desfrutar da condição humana. A corja do jornalismo profissional vê em cada policial um abusador, um opressor, um racista. Nos policias, para eles, somos um símbolo a ser desconstruído. Não temos alma, sentimentos ou, se temos, eles não importam.

Não é apenas no jornalismo “profissional” onde policiais são retratados de forma negativa. Nas novelas, séries, peças de teatro, na literatura e no cinema nacional os personagens membros de forças policiais são, quase sempre, construídos e pensados para que expectadores e leitores vejam um ser digno de desprezo.  Quando os personagens não são corruptos, violentos ou sem moral, são caricatos, ridículos. Ou então o personagem é o único policial honesto, imerso em uma corporação corrupta. O objetivo é fixar estas imagens no imaginário dos brasileiros. São raras as produções culturais onde policiais são retratados como heróis, com padrões morais elevados ou senso de justiça.

Na verdade, os produtores culturais gostam de produzir obras que exaltam e humanizam criminosos e terroristas. São os protagonistas das obras e, mesmo no mundo do crime, são retratados como cheios de bondade ou dotados de comportamento heroico. Essa inversão não é por acaso.

Nossa classe falante está comprometida com a revolução, com progressismo e com os princípios coletivistas. Assim, o reconhecimento do valor de um indivíduo que se destaca pela fé cristã, pelo combate ao crime e pelo prazer da vida em família é um verdadeiro sacrilégio para os sacerdotes da revolução cultural. Principalmente quando este herói sacrifica a vida em nome do dever.

Devotos da estratégia gramscista de revolução cultural nossos iluminados artistas, intelectuais, escritores e jornalistas dedicam suas vidas a cristalizar suas crenças e narrativas nas mentes e nos corações da população. Destruir a credibilidade das forças policiais é pilar fundamental dessa tática necrófila.  Principalmente quando se trata da Polícia Militar, praticamente a única força estatal presente em todo o território nacional e em contato direto com a população. Neste sentido, a vida do Cabo Cardoso não tem nenhum valor para eles, sua família não é digna de assistência e seu sacrifício não pode ser reconhecido. Ao contrário, vão tratar como um fato corriqueiro, sem valor. Cabe a nós, cidadãos comuns, reconhecer o heroísmo do Cb Cardoso. É nossa obrigação manter sua memória, honrar seu sacrifício e a dor de sua família. Honrar o seu legado e de todos os policiais que honraram seu compromisso, ainda que tenha custado suas vidas.

Tags:
O INIMIGO NA TRINCHEIRA DAS REDAÇÕES – A EXONERAÇÃO DA TC GABRYELA
Ministério da Segurança Pública traz a BH aplicativo que integra informações policiais

Notícias

Cultura

Editorial

Menu