Mulheres, crianças e a proposta de Faraó

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“9 Respondeu-lhe Moisés: Havemos de ir com os nossos jovens e com os nossos velhos; com os nossos filhos e com as nossas filhas, com os nossos rebanhos e com o nosso gado havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Senhor. 10 Replicou-lhes Faraó: Seja o Senhor convosco, se eu vos deixar ir a vós e a vossos pequeninos! Olhai, porque há mal diante de vós. 11 Não será assim; agora, ide vós, os homens, e servi ao Senhor, pois isso é o que pedistes: E foram expulsos da presença de Faraó.” Êxodo 10: 9-11.

Ao ler a passagem acima, é impossível não se estabelecer algum paralelo com o tempo presente. Diante do recado de Deus, por meio de Moisés e Arão, para que o povo hebreu deixasse o Egito, Faraó passou a apresentar propostas alternativas, a saber: 1º – que o culto dos judeus fosse realizado em terras egípcias; 2º- que o povo não fosse longe; 3º – que fossem somente os homens; 4º – que ficassem as vacas e as ovelhas. Há um estudo muito rico sobre o assunto aqui. Nas próximas linhas, convido-lhe a refletir acerca da terceira proposta apresentada por Faraó sob o enfoque da agenda política contemporânea.

Conforme podemos observar no texto que abriu esta postagem, Faraó parece haver desistido dos homens. Àquela altura, seu objetivo mais evidente era manter as mulheres e as crianças no Egito. Convém lembrar: para o israelita, o Egito significava escravidão. Ali, o povo hebreu encontrava-se escravizado por mais de quatrocentos anos.

Hoje, não é diferente. O mundo não mais se interessa pelo homem e tudo o que seja símbolo da varonilidade. Em verdade, há uma guerra declarada contra termos do tipo “família patriarcal” “pátrio poder”, etc. Até mesmo o dia dos pais tem sido sério candidato a deixar o calendário de creches e escolas primárias.

Contudo, engana-se quem acredita tratar-se de mera questão semântica. À luz do politicamente correto, o homem (macho) tornou-se um ser abjeto. O masculino, como o leproso do passado, não tem mais lugar na sociedade pós-moderna. Portanto, faz-se digno de banimento.

Tal qual Faraó, o marxismo cultural agora dirige sua atenção às mulheres e às crianças. Por isso, o discurso do gênero há muito deixou os limites da academia para passar a fazer parte das políticas públicas, mormente no que se diz respeito à educação.

Para quem não está acostumado com o tema, cabe um esclarecimento. Os teóricos do gênero adotam uma premissa elementar: não existem meninos e meninas, essa distinção trata-se apenas de uma construção social. Nas palavras do ícone máxima do feminismo, Simone de Beauvoir: “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. São palavras sedutoras. Você não acha?

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Menino criado como menina. Uma aberração socialista.

Entretanto, tudo isso possui consequências. Os próprios marxistas costumam afirmar que a teoria é indissociável da prática. Nesses termos, para saber o que Faraó tem destinado a mulheres e crianças, basta uma simples busca na rede pelos termos “Putinhas aborteiras”, “Marcha das Vadias”, “Xereca Satânica”, “gênero neutro”, etc. Há palavras feias nesta lista. Sei disso. Porém, mais horrendo é o que os engenheiros do “admirável mundo novo” têm destinado para nossos filhos, mais ainda para nossas filhas.

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Vadias em ação. Degradação da mulher em grau máximo.

Entretanto, há algo mais curioso. Sem que percebamos, o laboratório para tudo isso se encontra diante de nossos olhos: novelas globais, universidades, escolas públicas, conselhos paritários (mulher, criança, cultura, direitos humanos…) e tutti quanti. A lista é infinita. Mesmo os mais inocentes livros infantis tentam impor, a qualquer custo, um novo padrão de sociedade construída artificialmente.

Se você já não o fez e possuir estômago para realizar a consulta, tomará conhecimento das aberrações que estão sendo financiadas com dinheiro público. TVE e UFRJ que o digam.

Encerremos com uma boa notícia. As pessoas parecem haver despertado do transe ou mesmo se libertado do medo do patrulhamento ideológico. Portugueses e franceses, por exemplo, vêm se insurgindo contra o sequestro das escoas pela teoria do gênero. Mesmo no Brasil, a realização do 1º Congresso Nacional sobre Doutrinação Política e Ideológica nas Escolas surge como verdadeiro balsamo no deserto.

A propósito, Moisés disse não a Faraó. E você?

Isângelo Senna da Costa.

Referências:

ENGELS, Friedrich. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Editora Escala, 3° edição.

http://icmbelavista.comunidades.net/index.php?pagina=1761567774

http://blitzdigital.com.br/index.php/menu-cultura-policia/856-onde-foram-parar-os-machos

http://expresso.sapo.pt/teoria-do-genero-poe-franca-em-alerta=f853141

http://feministactual.wordpress.com/2008/01/09/simone-de-beauvoir-ninguem-nasce-mulher-torna-se-mulher/

https://www.eventials.com/escolasempartido/groups/congresso-nacional/

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