O funcionamento e operação de elastômero (bala de borracha)

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André Lucas Almeida/Futura Press

Bala de borracha consiste de um projétil de látex para conter tumultos violentos ou manifestações onde a intenção é de dispersar a turba.

O nome técnico desse tipo de munição é munição de elastômero e pode apresentar-se em vários formatos e tipos.

Basicamente é encontrado no calibre 12, podendo constituir-se de projétil singular ou em vários fragmentos.

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Munição de elastomero no calibre 12. O cartucho geralmente é transparente para não haver confusão com o de uso letal.

É semelhante a munição comum, pois tem uma cápsula com pólvora para impulsioná-la e uma ponta, que é a parte que atinge o alvo. A diferença é que a ponta não é de metal como nas munições comuns, mas de borracha.

A vantagem desse material é que ele não perfura a pele profundamente, porém a munição de borracha pode causar ferimentos graves se atingir o rosto, cabeça e até fatal em pontos como nuca ou nos olhos, ou dependendo da distância, perfurar órgãos internos pelo impacto da bala. Por isso os tiros só devem ser dados na direção das pernas.

Os primeiros usos da bala de borracha se deram durante a década de 70, pelo exército britânico, na Irlanda do Norte. Foram desenvolvidas para serem atiradas contra o chão, rebatendo assim nas pernas de manifestantes ou agitadores. Versões mais fracas, para uso civil, são vendidas normalmente em alguns países. Esse não é o caso do Brasil, onde o uso desse tipo de armamento está restrito a policiais, guardas, militares e empresas de segurança privada.

Usadas para dispersar multidões e conter tumultos, as munições menos que letais funcionam de maneira similar às comuns. A grande diferença está no projétil disparado que, nesse caso, é feito de borracha ou, mais comumente, de esferas de metal revestidas por borracha. Machuca, dói muito, mas, se usada na distância correta e longe do rosto, não costuma causar ferimentos permanentes. Por isso, ao se estar em um ato ou protesto onde se inicie um quebra-quebra, ou o cometimento de crimes por parte dos manifestantes, a solução é sair rapidamente do local, pois, tecnicamente, além de canhão de água, agentes químicos e carga de cassetetes a polícia militar deverá usar o elastômero, principalmente se os agressores começarem a atirar objetos com garrafas e pedras na tropa, ou praticarem tentativa de homicídio contra os policiais, no caso de coquetéis molotov, explosivos ou lanças.

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Exemplo de lesão causada pelo impacto de elastômero no corpo. Dor insuportável que leva a saída do manifestante do local.

Isso impede que a munição penetre no corpo da vítima, mas não elimina as chances de ferimentos graves, que podem até mesmo matar. Por isso, em inglês, o termo non–lethal ammunition (munição não letal), tem sido substituído por less lethal ammunition, ou seja, munição menos letal.

Veja um vídeo de como funciona o disparo de arma com munição de elastômero:

Como funciona

Ao pressionar o gatilho da arma, um mecanismo interno se choca velozmente contra o cartucho, fazendo com que a mistura química da espoleta gere uma faísca. Essa, por sua vez, é a principal responsável pela explosão da carga de pólvora, comprimida dentro da munição. A reação gera pressão suficiente para empurrar a bucha e, consequentemente, disparar os projéteis a uma velocidade de 240 metros por segundo.

Efeitos

Por serem revestidos de borracha, os projéteis não chegam a penetrar fundo no corpo do agressor, porém, causam fortes dores, hematomas. Não é à toa que a distância mínima recomendada para o uso dessas munições é de 20 metros. Além disso, o operador da arma deve disparar, sempre que possível, nas pernas.

Riscos de operação

Como todo equipamento ou armamento menos que letal efeitos colaterais indesejados podem ocorrer. Por exemplo, os projéteis podem ricochetear e, nesse caso, atingir os olhos. Essa imprevisibilidade é a grande desvantagem desse tipo de armamento porém, como a alternativa, muitas vezes, seria o uso de munição letal, o custo benefício da ação policial é positivo, já que devemos lembrar que o uso desse tipo de munição é, sempre, em graves tumultos e rebeliões em presídios, sendo por isso os riscos de operação aceitáveis em termos de atividade policial militar.

Olavo Mendonça.

Fonte: Winkpedia e Tecmundo.

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