Fuzil Barrett .50

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Depois da prisão de parte da quadrilha, e morte dos demais, que praticou o grave assalto a carro forte na BR 153, a transbrasiliana, próximo de Morrinhos em Goiás, fortemente armada com fuzis e explosivos, onde três profissionais de segurança privada foram assassinados, um fato que chocou o meio policial brasileiro foi a apreensão de um fuzil americano Berrett no calibre .50 em poder da organização criminosa.

Esse armamento, que até aonde consta não existe no Brasil para uso das polícias ou das forças armadas, com capacidade de abater aeronaves e destruir carros blindados de combate, além de partir uma pessoa ao meio, não havia sido encontrado em poder de criminosos antes.

Isso mostra que o poder de fogo dessas quadrilhas de assassinos e ladrões está cada dia maior, financiada pelo próprio roubo e pelo tráfico e consumo de drogas, que encheu os cofres dessas organizações que matam mais de 60 mil brasileiros por ano.

Por isso é importante estudar esse tipo de armamento para que os policiais, com os poucos recursos que tem, possam combater esses marginais com maior segurança e eficiência.

História

Segundo o site “Nationalinterest.org “:

Em 1982, Ronnie Barrett era um fotógrafo profissional tirando fotos de um barco de patrulha militar no rio Stones, no Tennessee.

O barco-patrulha estava armado com duas montagens de metralhadora pesada M2 calibre 50. Barrett ficou intrigado com as armas e se perguntou se um rifle poderia ser projetado para disparar a bala .50 da BMG. Sem experiência ou treinamento em design de armas de fogo, a Barrett desenhou à mão um design para um rifle de calibre .50. Barrett desenhou o rifle em três dimensões, para mostrar como ele deveria funcionar, e depois levou seu projeto aos engenheiros mecânicos locais. Ninguém estava interessado em ajudá-lo, acreditando que, se um rifle calibre .50 fosse útil, alguém teria desenvolvido um até então.

Barrett finalmente encontrou um simpático engenheiro, Bob Mitchell, e os dois começaram a trabalhar. Menos de quatro meses depois, eles tinham um fuzil protótipo.
Em 1989, o exército sueco fez o primeiro pedido militar do modelo Barrett M82A1, encomendando 100 fuzis.

Em 1990, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA fez um pedido de 125 M82A1 e os fuzis participaram da Operação Tempestade no Deserto, a campanha para libertar o Kuwait.

Os fuzileiros navais compraram mais 400 rifles nos anos 90, e o Exército dos EUA finalmente embarcou e comprou o fuzil M107 em 2002.

A utilidade do fuzil de sniper de calibre forte, que, como Ronnie Barrett apontou, podia deixar fora de combate um avião ou equipamento militar de um milhão de dólares com uma munição de dois dólares foi provado repetidamente em vários conflitos, incluindo as guerras no Iraque, Afeganistão e contra o Estado Islâmico.

Funcionamento e uso
Ele usa como base o princípio de junção de arma de precisão convencional, fuzil, com o uso de munição no calibre .50, desenvolvida para uso em veículos militares, tanques e aviões de combate, devido ao seu imenso poder de fogo e capacidade de destruição e transfixação.

A primeira função desse fuzil é operação de Sniper ou atirador de precisão, pois precisa operar abrigado, protegido e com um segundo militar na observação e segurança. Ele tem capacidade de atingir alvos a mais de um quilometro de distância com precisão e surpresa, pois, dependendo da distância, o tiro atinge o alvo antes que o som do disparo pudesse ser ouvido.

Mesmo com o grande peso da arma e da munição, a arma pode ser carregada por um militar ou combatente e depois montada em solo ou em um apoio de tiro, proporcionando firmeza e estabilidade necessários ao tiro de precisão. Raramente se usa a Berrett nas mãos e em pé como os demais fuzis, pois além do peso, o recuo da arma poderia jogar o operador ao chão. Essa é a grande desvantagem da arma e que favorece a ação de contra-ataque, pois o atirador não consegue ter mobilidade para se reposicionar como se estivesse com um fuzil normal, ficando mais exposto.

Sendo detectado um criminoso com esse armamento em uma ação delitiva o policial deve procurar abater o operador da arma antes que ele possa se posicionar e atirar livremente, já que praticamente não existe cobertura ou abrigo que possa parar o poder da munição. Nesse caso a melhor defesa é o ataque.

Quanto ao poder de perfuração dessa arma é o mais potente que existe podendo, dependendo do tipo de munição, perfurar praticamente todos os tipos de blindagens leves e médias. Para se ter uma ideia esse calibre é usado em caças para derrubar outros aviões.

Com o avanço do crime no Brasil as polícias militares têm que se especializar em seus treinamentos e armamentos para poder fazer face uma guerra urbana que se agrava a cada dia, para que os policiais possam voltar pra casa ao final do dia.

Olavo Mendonça.

4 COMENTÁRIOS

  1. Desculpe mas há diversas incoerências nesse texto:

    O rifle anti-material Barrett não foi desenvolvido na Suíça e muito menos é um fuzil de assalto. Foi desenvolvido nos EUA no início dos anos 80, visto a experiência durante a Guerra do Vietnã que mostrou a necessidade de tal arma. Ao que consta, diversas unidades das Forças Armadas o possuem e pelo que parece o BOPE do Rio de Janeiro e COE de São Paulo já as possui também.

    • Houve realmente um erro quanto a história da arma, pois ela não foi desenvolvida para o Exército Suíço, e sim a sua primeira venda militar foi para o Exército da Suécia. Texto corrigido.
      No texto realmente se diz em um parágrafo que é uma arma de assalto, foi corrigido para de precisão.
      A arma não foi desenvolvida por conta da experiência na Guerra do Vietnã. A pitoresca história real do desenvolvimento da arma foi traduzida e adicionada ao artigo.
      O Artigo original é de 2014. Ao que nos consta nessa época ele não era operado por forças militares e policiais. Caso exista registros de operação regular da arma antes de 2014 por favor nos envie que será corrigido.
      Agradecemos os comentários e as correções.

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