Rede Social para Policiais

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Policiais nas redes sociais

As redes sociais tem se tronado uma importante ferramenta de comunicação e intercâmbio em todas as áreas na vida das pessoas, com os profissionais de segurança não seria diferente. Em poucos “clicks” no Facebook , Orkut ou outra rede qualquer pode-se encontrar diversas comunidades, páginas e grupos com temas relacionados a polícia. Entretanto, se por uma lado as redes sociais possibilitam uma troca de informações entre policiais de todo o país, e do mundo, abrindo possibilidades incríveis, de outro o profissional acaba correndo um grave risco, de ter sua vida profissional , e pessoal, exposta. A exposição pública e descontrolada da imagem pode trazer riscos à segurança do profissional e de sua família.

Este é um problema que aflige não apenas os policiais que estão na rede, muitas pessoas acabam ficando vulneráveis devido à exposição indevida de informações, imagens e dados de suas vidas pessoais. Na verdade a culpa não é da tecnologia, mas do uso que fazemos dela. Buscando ter maior relevância nas redes sociais as pessoas acabam adotando um comportamento irresponsável, para obter mais “amigos” ou seguidores.

Uma tendência recente no campo das redes sociais, talvez em razão desta exposição inadequada, são as redes sociais de nicho. São redes sociais direcionadas a um público ou assunto específico. Desta forma, as informações vinculadas ali acabam direcionadas, diminuindo a exposição da vida pessoal.

Segue uma lista de Redes Sociais de Nicho:

  1. Book Country : Rede social para escritores de ficção
  2. Voa Viola: Rede Social voltada para violeiros.
  3. My Social Project : Rede social para cair nas malhas do voluntariado
  4. Gogobot : Permite que você planeje sua viagem, solicite recomendações de amigos e compartilhe informações sobre sua jornada
  5. ResearchGate : Espécie de Facebook para cientistas que já reúne quase um milhão e meio de pessoas pelo mundo, 40 mil só no Brasil
  6. ELEQT : Rede social voltada para pessoas com estilo de vida Triple A, ou seja, altíssimo poder aquisitivo
  7. YepDoctor : Permite agendar consultas online, visualizar a agenda e horários dos médicos cadastrados
  8. NubeMotors : Rede social para falar somente sobre veículos
  9. Baseball.net: Para fãs do esporte basebal
  10. Fontli : Rede social para tipógrafos
  11. SojaBook : Pretende reunir agricultores da Argentina
  12. Feirabook : Cidade da Bahia, Feira de Santana, inova e cria sua própria rede social
  13. LittleMonsters : Rede social para os fãs de Lady Gaga
  14. Betweencreation : Rede social para artistas plásticos, criadores e curadores de arte de todo o mundo
  15. Cowbird : Uma comunidade de contadores de histórias (storytellers) que se propõe a montar uma grande biblioteca da experiência humana
  16. JuntoBox Filmes : Estúdio de cinema que cria filmes colaborativos

Se nas redes sociais de massa (Facebook, Orkut) os usuários buscam amigos conhecidos e tornam-se relevantes em razão da sua exposição, principalmente pela quantidade de seguidores. Nas redes de nicho as conexões acontecem, principalmente, em razão do tema, do nicho específico que reúne as pessoas naquele ambiente.

Atualmente não temos, no Brasil, uma rede de nicho voltada aos profissionais de segurança pública, o que seria um grande avanço, principalmente para a proteção da identidade pela diminuição da exposição pública da vida privada. Uma rede policial seria ideal para troca de experiência profissional, compartilhamento de resultados e discussões técnicas. Com um mecanismo adequado de segurança, pode-se criar um ambiente relativamente seguro, pelo menos, mais restrito do que as redes de massa.

Contudo, nem tudo são flores, mesmo em uma rede social de nicho existem questões que precisam ser resolvidas. No caso de uma rede policial o principal seria garantir que apenas policiais tenham acesso. Como fazer isso? Existe uma série de técnicas que podem ser aplicadas para este fim:

  1. Acesso à rede através de convites (lembra do início do Orkut);
  2. Validação dos usuários através de outros usuários, os participante da rede dizem se o usuário que entrou na rede é ou não policial conferindo ao seu perfil um grau de confiança ou validade;
  3. Um sistema de tutoria, onde usuários antigos são responsáveis pelo comportamento, na rede, por todas as pessoas que ele indicar ou validar. Caso o novo membro descumpra as regras da rede tanto ele como seu tutor podem ser punidos.
  4. Sistema de denúncias, os usuários poderiam denunciar tanto falsos policiais quanto comportamentos inadequados ao ambiente e regras da rede.

Mesmo que apenas policiais tenham acesso à rede, nem todos são honestos ou bem intencionados. Como em qualquer profissão. Então, mesmo em uma rede de nicho, apesar da restrição do público, é necessário que policial internauta tenha alguma cautela na exposição de sua imagem ou de informações que possam comprometer sua segurança.

Para os policiais as redes sociais tem se tornado uma ferramenta importante de relacionamento e compartilhamento de informações profissionais. Contudo, é preciso encontrar um equilíbrio entre a necessidade de reconhecimento nas redes, e os riscos causados pela alta exposição. Enquanto não temos uma ferramenta direcionada para os profissionais da segurança pública o jeito e controlar as configurações de privacidade e ter bom senso.

Fontes:  http://www.enlinkbuilding.com.br/wp-content/uploads/2010/09/prisma-redes-sociais.jpg

            http://www.cafecomblogueiros.com.br/midia-social/15-redes-sociais-de-nicho-para-acoes-digitais-segmentadas/

            http://www.digai.com.br/2013/05/redes-sociais-de-nicho-sao-um-bom-caminho/

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