Desarmados e chacinados

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Acostumados no Brasil a limitação de mercado imposta pela política socialista de controle de tudo, principalmente armas, o brasileiro médio, ao viajar para países civilizados, especialmente os Estados Unidos da América do Norte, fica abismado com a liberdade para se adquirir e portar armas de fogo e com a impressionante quantidade de opções de modelos e fabricantes disponíveis no país. Além disso, ao olhar ao redor e notar que, em praticamente todos os estados americanos, o porte e a compra de armas é liberado e que as casas não possuem muros e as pessoas dormem com as portas destrancadas, já que os índices de homicídios e assaltos no país são baixíssimos, ele percebe que a conversa do governo brasileiro, reproduzida na mídia e nas universidades, de que o desarmamento da população civil, aliado a política de vitimização dos criminosos e de criminalização da polícia, ajuda a diminuir a violência é, como sempre foi, um papo furado e que está acabando com o nosso país.

desarmado ou armado
Legenda: Existem duas maneiras de você se proteger de um ataque violento.

Esse choque cultural produz alguns questionamentos básicos que começam ao entrar em uma loja comum de armas nos EUA e se deparar com armamentos de todos os tipos e calibres e com preços que são, em média, a metade a um terço dos praticados no Brasil. Isso no caso das armas curtas. No caso das armas longas o preço pode ser seis vezes mais barato lá. Isso se deve a liberdade econômica, o estado mínimo com o mínimo de impostos, aliado a princípios constitucionais de liberdade total, inclusive de se defender armado de assaltantes, estupradores e assassinos e, principalmente, de um Estado totalitário. Por isso que no Brasil a primeira providência da esquerda foi implementar, mesmo com a derrota no plebiscito, todo o tipo de mecanismo burocrático para, na prática, inviabilizar a compra e o porte de armas pelo cidadão comum de bem. Os bandidos, é claro, continuam bem armados e a elite do partido e do governo bem protegidos por seguranças armados de fuzis enquanto que a população é chacinada com mais de 70 mil homicídios por ano. A única campanha efetiva do governo brasileiro, além de induzir os idiotas a entregarem suas armas, é explicar que ao ser assaltado ou ter a casa invadida não se deve reagir de forma nenhuma, pois o bandido não pode correr o risco de tomar uma surra, ser preso ou morrer durante a sua ação criminosa.

Quanto a parte econômica, um executivo de uma marca de armamentos brasileira me disse em off que a falta de competição e de liberdade para a compra do armamento está liquidando a indústria nacional de armas de fogo. Isso acontece por conta, além da carga tributária bestial socialista (sim existem duas maneiras do Estado tomar o que é seu: Ele vem com uma guarda armada e toma tudo em nome dos “pobres”, ou ele vai aumentando os impostos até que ninguém consiga ter ou comprar mais nada), as leis restritivas terminaram por minar a saúde desse ramo econômico. A título de exemplo, ele me explicou que nos anos 90, quando armas eram vendidas normalmente em lojas de departamento como a rede Jumbo ou Mesbla, se vendiam 300 mil armas por mês no Brasil. Hoje se vende 300 mil armas por ano e esse número cai a cada ano. Quando se compara os índices de homicídios no início da década de 90 com os dias autuais temos a prova cabal e definitiva que o controle de armamento da população civil só favorece os bandidos, já que até 20 anos atrás os bandidos não tinham coordenação, dinheiro, organização, vínculos internacionais e, consequentemente, armas de grosso calibre, ao contrário de hoje. Por isso que vivemos dias terríveis com números de mortos pelo crime que se equiparam aos de uma guerra civil apocalíptica. Basta dizer que nos últimos 20 anos, o mesmo período que a esquerda passou a governar o Brasil, morreram mais de um milhão de brasileiros assassinados e morreram mais de 10 mil policiais. Eu desafio qualquer um a mostrar um número maior em um país que não esteja em uma guerra interna ou externa de grande proporção.

Para que fique ainda mais claro, voltemos ao exemplo americano, onde os números falam por si: O país deles tem 300 milhões de habitantes e 12 mil homicídios com a morte de 70 policiais por ano. O Brasil tem 200 milhões de habitantes, quase 70 mil homicídios com a morte de 500 policiais por ano. O país americano tem quase 3 armas para cada cidadão. No Brasil praticamente todos os cidadãos, nos grandes centros urbanos, estão desarmados. Está claro o suficiente ou quer que eu desenhe?

homerobbery
Ladrões dentro de casa: Para o cidadão de bem desarmado só resta chorar e implorar pela vida.

Por isso o mais urgente, nesse momento, é fazer valer o resultado do plebiscito que negou a possibilidade do governo de impedir a compra e porte de arma pelo cidadão de bem, inclusive pressionando o congresso, Exército e a Polícia Federal a pararem de ser cúmplices, conscientes ou inconscientes, desse processo camicaze onde o brasileiro que levanta cedo e vai trabalhar para sustentar a família tem duas opções ao chegar em casa e ver a sua moradia invadida por criminosos armados: Não reagir por estar desarmado e chorar o resultado concreto dos criminosos sobre ele e a sua família, ou reagir correndo o risco de ser preso por conta de uma política equivocada que tem como foco a proteção, não do cidadão de bem, mas dos bandidos.

Olavo Mendonça.

Fonte das fotos: G1, amargosanews, Center for a problem, a human right.

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