Guerra da Síria: um ensaio para a Terceira Guerra Mundial?

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Há algum tempo, com o agravamento da guerra “civil Síria”, eu alertava para o fato de que esse conflito na região bíblica do Oriente Próximo era na verdade um ensaio de um grande conflito mundial, aos moldes do que ocorreu com a guerra civil espanhola em relação a Segunda Guerra Mundial. Hoje com o agravamento da crise com o ataque norte-americano a Síria, um país soberano, e sem declaração formal de guerra, para vingar um ataque de armas químicas contra civis, demonstra apenas o quanto esse cenário pantanoso e movediço, onde se misturam interesses globalistas, interessados em um conflito de grandes proporções para invadir com refugiados a Europa e desestabilizar o ocidente, o império Eurasiano, composto pela Rússia e China que tem interesses geopolíticos na região e buscam a todo custo um pretexto para criar um conflito aberto com os Estados Unidos e a OTAN, e dos maometanos, que tentam numa guerra intestina entre as várias facções islâmicas e de países, além do flagelo do ISIS, capturar e dominar o máximo de regiões e povos para o seu califado mundial utópico, pode explodir a menor faísca em uma guerra de proporções apocalípticas.

Quanto ao cenário próximo pode se ver claramente que existe um ensaio geral de técnicas, táticas e armamentos visando um engajamento futuro. A Rússia usou a guerra da Ucrânia para adestrar as suas tropas e refinar as suas táticas e armas terrestres. Agora, no conflito Sírio, aperfeiçoa as suas tecnologias marítimas e aéreas, além de exercitar ao máximo a sua capacidade de comunicações, especialmente via satélites militares, comando e logística no longínquo cenário localizado a milhares de quilômetros de Moscou. A China pôs toda a sua carga nos exercícios militares nos mares do sudoeste asiático, construindo no meio do oceano ilhas artificiais para abrigar grandes bases militares que serão as pontas de lança para ações de grande porte. Alia-se a isso o início da operação do seu primeiro porta-aviões militar e o seu grande conhecimento e experiência em guerra cibernética. Hoje a aliança russo-chinesa une dois governos totalitários com poder total sobre o seu povo e com um background comum ideológico comunista que busca o poder absoluto a qualquer custo.

Os globalistas uniram o seu poder hegemônico político e de mídia para enfraquecer e desestabilizar ao máximo os países ocidentais, em especial a Europa, que está hoje fragilizada pelo marxismo cultural e a infiltração do politicamente correto que demoliu a força de união das sociedades. Alia-se a isso a imigração muçulmana em massa e a implosão demográfica que colocou os países à beira do colapso. Obviamente, no momento certo, no caso de uma guerra de grandes proporções contra os inimigos naturais da Europa, Turquia, Rússia e China, a OTAN enfrentará uma guerra civil interna muçulmana, sendo uma quinta coluna que sugará os recursos materiais e humanos, hoje escassos na Europa, para o front interno, abrindo o caminho para o rolo compressor que virá do Oriente. Og e Magog acordaram e se preparam para marchar.

Quanto aos EUA é sabido que a sua quinta coluna não foi e não será maometana somente, mas principalmente ideológica, pois uma parte da população jovem, devidamente doutrinada, já é socialista e, aliada ao poder político e econômico metacapitalista podre dentro das suas fronteiras já enfraqueceu as forças armadas e as forças policiais norte-americanas ao limite, e com isso se abriu o caminho para que os inimigos históricos e ideológicos do país, unidos, tenham uma boa chance de vitória. Basta ver a pequena corrida nuclear da China e da Rússia nos últimos 10 anos enquanto que os Estados Unidos desativaram e desmontaram grande parte do seu arsenal de defesa e ataque nuclear, deixando o país fragilizado. Só para se ter uma idéia a China possui uma vasta rede subterrânea com milhares de ogivas nucleares de última geração. Quanto a Rússia e desnecessário dizer o quanto o seu arsenal vasto e potente está reativado e pronto para uso. Na guerra da Ucrânia rumores davam conta do uso das “tactical nukes” ou ogivas táticas nucleares de pequena potência usadas pelos russos para destruir pequenas regiões com inimigos, porém sem causar um alarde mundial.

Cabe agora nesse momento acompanhar com toda a atenção os próximos passos desse conflito, que como foi dito, pode ser um ensaio para algo muito maior e mais sinistro, e, obviamente, conseguir reunir o máximo de informações sobre o papel que o Brasil desempenhará, pois como um dos maiores e mais populosos países do mundo, não esteve, e nunca estará, de fora desse grande jogo de xadrez que se transformou a vida humana hoje na terra.

Olavo Mendonça.

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