Mulher, o sexo frágil

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O contexto atual, a chamada sociedade moderna, é construída em cima de ideais feministas. Desde Simone de Beauvoir, e seu livro “O Segundo Sexo” (França, 1949), a imagem da mulher como sendo frágil, é rejeitada. O próprio fator biológico é ignorado para sustentar a falsa idéia de que “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”’, como se o ”ser feminino” não fosse naturalmente nascido, mas uma construção social, histórica e cultural. Biologicamente homens e mulheres são diferentes, porém baseado nas idéias de Simone, o movimento feminista vem negando o fato no decorrer dos anos. Isto fez, com que a mulher moderna tivesse dificuldade de assumir-se como frágil. Demonstrar fragilidade causa estranheza, e muitas vezes duras críticas, principalmente da militância feminista, representada por movimentos políticos de esquerda. Porém é importante para a mulher enxergar-se como o sexo frágil.

Antes de desenvolver um pensamento sobre fragilidade é preciso definir o que é frágil. Há algumas definições interessantes como: ”efêmero: que dura só um dia”, assim como: ”Quebradiço – Que necessita de cuidados para se conservar”. Partindo dessas definições, não há por onde negar que sim, a mulher é frágil.

De uma hora para outra, uma mulher pode ir da felicidade absoluta para o mau humor insuportável, e isso não é uma opinião crítica ao comportamento feminino universal é uma definição científica de que as flutuações hormonais que ocorrem no corpo de uma mulher, influenciam no comportamento dela. Aliás, a influência dos hormônios no COMPORTAMENTO HUMANO está longe de se limitar à adolescência, ou ao sexo feminino em si, mas o assunto em questão é voltado ao universo feminino e por isso o foco será apenas na figura da mulher.

A mulher é um ser efêmero. A definição se encaixa perfeitamente na variação de humor, no comportamento muitas vezes exagerado, depressivo, dramático, ansioso que pouco ou nada tem ligação com a personalidade construída como indivíduo por exemplo. É certo que os hormônios afetam o emocional feminino, mensalmente e por todo decorrer da vida por conta do processo de envelhecimento, é algo inevitável, faz parte da vida de toda mulher. E por mais racionais e equilibradas que as mulheres possam ser, os hormônios sempre, de algum modo as tornam frágeis, afinal é bem difícil (não impossível) administrar de forma racional o temperamento quando o organismo esta passando por uma ”rebelião interna”. Admitir isso é o primeiro passo pra se tornar uma mulher adulta, madura e equilibrada.

Muitas mulheres ”modernas” que tem total controle sobre seus corpos, e fazem deles o que bem entendem, (já que é um ”direito conquistado” pelo gênero) podem estar nesse momento sentindo-se aliviadas pelo fato de interromperem seus ciclos, acreditando que estão livres dessa fragilidade causada pelos hormônios, afinal existem diferentes medicamentos que prometem livrá-las de toda chateação típica ”daqueles dias”. Porém, eis uma ”má notícia”, há correntes de estudos (bem estruturadas) que defendem que o cérebro feminino é inundado por hormônios ao longo de todos os meses e, ao interromper a menstruação, a harmonia desse ciclo fica comprometida, interferindo no temperamento. Ou seja, sangrando ou não, a mulher fica emocionalmente afetada de vez em quando. Faz parte do ”universo feminino”. Não há como negar o fato.

Porém, tudo isso não significa que uma mulher adulta, deva se esconder atrás dessa fragilidade existente pra justificar uma personalidade pueril. Mulheres que agem como loucas, de forma completamente incoerente, que são extremamente dependentes emocionais, dotadas de uma carência excessiva que beira ao absurdo, precisam de tratamento psicológico, terapêutico ou de uma postura firme e consciente diante da realidade da vida, pois são imaturas. Ao ficarem presas ao pensamento feminista de que ”não são frágeis”, muitas mulheres hoje estão bloqueando o próprio processo de amadurecimento pessoal, tornando-se vítimas de si mesmo, abrindo brechas enormes para homens tão infantis, desequilibrados, incoerentes, quanto elas. Além é claro, do fato de que se procriarem, criarão filhos igualmente desequilibrados.

É possível ser uma mulher além da TPM. Existem várias que aprenderam a contornar suas variações hormonais e conseguem equilibrar sua fragilidade, não é algo impossível, até mesmo porque quando um indivíduo faz uso da inteligência que possui, o processo de amadurecimento é extremamente consciente e surgem inúmeras formas de administrar-se para chegar a um equilíbrio. Claro que ”ser uma mulher além da TPM” não tira o título de sexo frágil, pelo contrário, a mulher continua sendo um ser efêmero, e a fragilidade estará sempre ”firme e forte” acompanhando-a por toda vida. O desafio é assumir-se como o sexo frágil em uma sociedade que esta cada vez mais feminista, exigindo da mulher um papel masculino.

Cris Corrêa – @_criscorrea – Facebook Blog

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