Cuidados com o uso das algemas

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O uso das algemas por policiais é um fator comum e que, no mundo todo, obedece a protocolos simples e eficientes.

O mais comum é o algemamento de todo preso que for conduzido de viatura ou a pé para o local da autuação.

Isso se deve aos riscos óbvios que todo o policial corre ao prender um criminoso que, além do crime que motivou a sua prisão, pode ter antecedentes de uso de violência contra os membros da lei ou a pessoas inocentes. Por isso se deve ter muito cuidado ao conduzir um preso, mesmo depois de revistá-lo, pois, dependendo da reação e das habilidades do bandido, ele pode usar todas as suas forças e energias em uma fuga deseserada ou se vingar dos que o prenderam.

Existem centenas de casos documentados, no Brasil e no mundo, sobre problemas e reações de marginais, que em um ato de desespero e violência, tentam se soltar das algemas e, se possível, matar ou ferir os policiais, para fugir.

Por isso deve-se, além de criar e obedecer um protocolo de condução de pessoa sob custódia, algemar qualquer preso que necessite de transporte ou que esteja fora da cela.

Além disso, deve-se atentar para a qualidade e do estado de conservação das algemas, pois como todo equipamento policial, deve estar bem limpo e manutenido, já que a sua falha ou quebra, colocará a vida de todos em risco.

Por último, o policial ainda deve se atentar para os presos que por meios inauditos podem se desvencilhar, ou quebrar, facilmente as algemas, mesmo de boa qualidade e bem colocadas.

A título de exemplo segue um vídeo de um preso especialista em soltura de algemas e outro vídeo onde o bandido tenta, depois de ser desalgemado, tomar a arma do policial para matá-lo:

Em vista disto deve-se, sempre, além de revistar o preso e algemá-lo com cuidado, alguns cuidados básicos:

1- Use, sempre, algemas e equipamentos de boa qualidade.

2- Caso a corporação não ofereça algemas de qualidade adquira a sua, pode ser inclusive a descartável de plástico (algemas de plástico, ou seja, equipamentos próprios para o serviço policial e não lacres plásticos comuns. Essas algemas podem ser encontradas em sites americanos e europeus e são baratas.)

3- Revise o seu equipamento antes de cada turno de serviço, veja se não a nada fora do lugar, rachaduras, ferrugem, etc.

4- Abra e feche a algema verificando se ela trava. 

5- Puxe a alça dentada contra o movimento para ver se não existe um dente quebrado ou se o mecanismo não está quebrado por dentro.

6- Use sempre um porta algema adequado, pois deixá-la no bolso ou em contato com o corpo vai ocasionar a entrada de fiapos e sujeira dentro do mecanismo, podendo fazê-lo abrir.

7- Nunca algeme preso conduzido com as mãos pra frente, pois a regra básica diz que O PERIGO VEM DAS MÃOS. Por isso, mesmo algemado, o preso com as mãos para frente, pode tentar uma reação, tentando abrir a porta da viatura, puxar a arma do policial, dentre outras situações. Aqui em Brasília já houve vários casos de presos que conseguiram tomar a arma do policial mesmo algemado com as mãos para frente.

preso algemado para frente
Preso algemado para frente. Erro comum que pode ser fatal.

8- Nunca algeme dois presos com uma algema só. Pois com isso os dois criminoso terão ainda uma mão livre para reagir.

9- Nunca tente recuperar ou confiar em uma algema que já deu defeito, pois se isso ocorreu é provável que aconteça de novo, então pra quê arriscar?

 10- Sempre deixe a chave da algema em um ligar que você não esqueça, mas nunca a coloque presa na corrente entre as algemas, pois em caso de esquecimento, o preso irá pegar a chave e se soltar.

Com esses cuidados as chances de um problema grave com o preso diminuem bastante, mas nada substitui o bom policial atento e pronto para intervir em caso de problema.

Olavo Mendonça.

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