A ajuda que vem do céu, o uso de helicópteros policiais

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Uma cena comum nas grandes cidades brasileiras é uma ocorrência de vulto (assim chamada por requerer mais meios da Polícia Militar para atendê-la, seja ela um acidente de trânsito grave, um assalto a banco, uma perseguição a veículo roubado, etc.) precisar de apoio aéreo policial, já que, além do que já foi dito, a grande extensão das metrópoles com seus engarrafamentos infernais tem aumentado o tempo de resposta a um patamar inaceitável. Mas, uma ajuda que vem dos céus, está, a cada dia, mudando este quadro, e para melhor, o que no Brasil é uma raridade. Estamos falando dos grupamentos aéreos das Polícias Militares.

A atividade aérea policial militar teve o seu início em São Paulo em 1984, quando a PMSP recebeu a sua primeira aeronave. Desde então os chamados Batalhões de Aviação Operacional ou Grupamentos aéreos se espalharam por todo o Brasil e o de São Paulo cresceu se tornando o maior e mais experiente do país.

Os modelos básicos em uso nas PMs são os chamados “esquilos”, ou HB 350, da fabricante Helibrás. Essas aeronaves são imbatíveis pelo desempenho, capacidade de carga, manobrabilidade e, principalmente, custo benefício, pois além do custo de compra destes equipamentos ser muito alto, a manutenção, combustíveis e treinamento de pilotos e tripulação é ainda maior, por isso que a maioria da corporações optou por este modelo, considerado robusto, confiável e de preço mais em conta de compra e operação.

Uso operacional

O uso operacional de aeronaves em missões policiais obedece um leque amplo de atividades, que vão de fornecimento de informações sobre o trânsito em tempo real, acompanhamento de situações de calamidade pública, busca e salvamento, reconhecimento, intervenção em ocorrências, apoio a prefixos em solo, monitoramento por meio de câmeras dotadas de visão noturna e térmica, além de apoio para transporte de tropa e evacuação aeromédica.

Helopteros PMDF ataque a hotel guerrilheiros
Helicópteros Fênix da PMDF em operação cinematográfica de retomada do Hotel Torre Palace em Brasília.

O nível de adestramento da tropa policial aérea no Brasil é de excelência, sendo raríssimos os casos de quedas de aparelhos policiais militares.

Várias PMs formam tanto pilotos quanto tripulantes em cursos próprios que, no caso dos pilotos, demoram anos de treinamento até que um policial possa se tornar um comandante de voo.

Uma das capacidades mais impressionantes que os policiais aéreos conseguem desempenhar é a intervenção direta em ocorrências em solo com precisão cirúrgica.

Veja estes dois vídeos que mostram de maneira patente o quão precisos e inestimáveis podem ser essas intervenções:

 Riscos

Obviamente que existem riscos, que são inerentes a qualquer atividade policial, mas, que no caso do uso de aeronaves de asas rotativas (helicópteros), as PMs tem um histórico sólido de operação segura destas aeronaves, com poucos acidentes, mesmo com milhares de horas de voo em situações de risco. Contudo, infelizmente, alguns casos fatais ocorreram, como foi o caso do abate e queda da aeronave policial no Rio de Janeiro por traficantes armados de fuzis.

helicoptero abatido PM rio de janeiro
Aeronave da PMRJ abatida por traficantes: Profissão de risco.

 Expansão das atividades

Com a vasta experiência das tripulações e o grande número de ocorrências e missões bem sucedidas o país vive um momento muito bom em termos da expansão da atividade aérea policial militar, onde várias policias estão adquirindo ou ampliando os seus grupamentos aéreos.

Essa expansão contempla, além da aquisição de novas aeronaves de modelos mais potentes, a construção de edificações de primeira linha para os batalhões, como é o caso do BaVop (Batalhão de Aviação Operacional) da PMDF.

Conclusão

A atividade aérea policial militar vive um momento ímpar na história do Brasil, onde devido ao reconhecimento aos excelentes serviços prestados, inclusive com um programa de TV a cabo de grande audiência que mostra o dia a dia do Grupamento Aéreo da PM de São Paulo, com uma expansão das atividades, responsabilidades e prestígio, que demonstra que temos no Brasil serviços policiais que não devem nada a ninguém em nenhum país de primeiro mundo.

Olavo Mendonça.

Fonte da foto de capa: Jonne Roriz, Agência Estadão.

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