Discurso de Ódio à vida

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Recentemente fiquei impressionado com a comoção causada pela chamada “lei da palmada”, inconformado em meter a mão em 40% da minha renda, através de impostos e taxas, depois de dizer o que meus filhos podem ou não comer nas escola, o governo quer interferir ainda mais na minha vida privada. Agora me dizem qual é a maneira correta de educar meus filhos. O mais impressionante é que muitos dos que defendem os direitos das crianças e lutam por um tratamento digno aos pequenos não teriam o menor pudor em matá-los caso ainda estivessem no ventre de suas mães.

Obviamente ninguém chama este ato pelo seu nome é preciso encontrar eufemismos para a prática deste tipo de barbaridade, então cunha-se o termo aborto. Mais recentemente um conceito mais amplo é criado o dos Direitos Reprodutivos, onde estão definidos os tipos de políticas, tratamentos e procedimentos a que devem ter acesso as mulheres para o planejamento familiar. E quem, em sã consciência poderia negar a alguma mulher um direito? Somente um monstro! Então meu amigo se você acha que matar crianças dentro do ventre de suas mães é um ato cruel, tenho uma novidade para você, como diria o grande poeta brasileiro Compadre Washington: – Sabe de nada inocente!

De acordo com os “novos conceitos” você é que um fascista, um retrogrado alguém armado com um discurso de ódio.
Esta é um tempo estranho onde a ingestão de gordura trans é um pecado mais grave do que o consumo de maconha. Na nossa sociedade é possível conseguir um habeas corpus se você matar uma pessoa, mas nunca se a vítima for um animal da fauna brasileira. Somos o país que mais recicla latas de alumínio em todo o globo terrestre, viva a ecologia! Eu amo o Greenpeace! E ninguém se importa que famílias inteiras sobrevivam catando lixo para que isto seja possível, homens, mulheres e crianças garimpando lixeiras e lixões para que ganhemos alguns créditos de carbono.

Vou falar a verdade eu tenho um discurso de ódio, odeio viver em uma sociedade onde a vida valha menos que propriedade. Odeio viver vendo nossos valores tradicionais, que formam quem somos, sendo destruídos e substituídos por uma ideologia vazia e pobre. Mas o pior de tudo e saber que no meio de tudo isso estão as pessoas que pagam, com suas vidas, o preço destas lorotas.

É assim que esse pessoal faz de um lado te convencem que você é um grande malfeitor, afinal, nunca separou o lixo seco do molhado, não usa a sacola retornável no mercado e pior de tudo tem a coragem de dar umas chineladas no seu filho se ele der birra. Mas se você matar uma criança na barriga da mãe, fumar maconha, não reprimir seu filho e no final do dia reciclar seu lixo, aí tudo bem. A grande mãe Terra agradece.

Na esteira destas ideologias invertidas vemos surgir no mundo jurídico um paradoxo, a liberdade para o mal e a cadeia para os bons. Enquanto os tribunais se empenham para garantir a liberdade de criminosos de todo gênero, seja através penas brandas, progressões prematuras de penas, saidões, indultos e todo tipo de artifício garantido no nosso sistema. Nos transformamos nossas residências em verdadeiros presídios, com grades, muros altos, câmeras de vigilância, segurança paga e vivemos presos em nossos próprios lares.

Assim como o ventre materno deixou de ser um local de proteção sagrado, para muitos dos adeptos dessa “religião” do politicamente correto é mais odioso proteger o bem que detestar o mal.

Luiz Fernando Ramos Aguiar.

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