Cavalaria da PM é usada no tratamento de crianças portadoras de necessidades especiais

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CAVALARIAPor Carolina Rangel

Assessoria de Comunicação da SSP/DF

Aos dois anos de idade, Pedro Henrique Dantas, atualmente com 16, foi diagnosticado segundo laudo médico com autismo, uma síndrome que afeta a capacidade de comunicação e socialização do indivíduo. Também foi identificado com uma lesão no cérebro, o que o impediria de andar definitivamente. Hoje, ele faz parte do grupo de pouco mais de mil pessoas atendidas pelo programa de Equoterapia, coordenado pelo Regimento Montado da Polícia Militar (RPMON), desde que teve início em 1993.

O atendimento ocorre de terças as sextas, das 8h às 18h, sempre na sede do RPMON, que fica no Riacho Fundo I. Qualquer pessoa, independente idade e situação socioeconômica, pode participar do programa gratuitamente que, atualmente, oferece 120 vagas com duração máxima de dois anos.

Por meio da terapia, que utiliza o cavalo para desenvolver melhorias físicas e psíquicas de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais, Pedro, agora consegue correr, andar de bicicleta, e comer com as próprias mãos. “Para uma pessoa normal, parecem atividades simples de se fazer, mas que para meu filho, foi muito difícil. Só posso dizer que a Equoterapia foi um sucesso na vida dele, ou melhor, de todos nós”, conta o pai do garoto, Josenir Dantas.

A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio do animal desenvolvem a socialização, autoconfiança e a autoestima. Por ser uma atividade que exige a participação do corpo inteiro, desenvolve a força muscular, a conscientização do próprio corpo e o aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

Moisés Santos, 12 anos, diagnosticado com hiperatividade e transtorno de orientação espacial – que dificulta o individuo a se localizar no mundo e tempo real – obteve nítidos resultados após um ano e meio de tratamento. O garoto consegue andar sem esbarrar nas coisas, além de responder melhor à medicação, o que antes não ocorria antes da equoterapia.

A terapia acaba se estendendo aos pais e familiares, que aprendem a lidar melhor com seus filhos. Sandra Matos, 46 anos, mãe de Móises, se emociona ao lembrar o momento em que descobriu o Projeto. “É um mundo que eu jamais achei que houvesse na Polícia Militar. Meu filho só pensava em morrer, estava completamente deprimido e eu estava sem esperanças. Quando eu entrei por aquela guarita da PM, nossas vidas mudaram”, conta.

Atendimento – Primeiro é necessário o laudo do médico que acompanha o paciente indicando o tratamento com a Equoterapia. Em seguida, é necessário ir até o RPMON e fazer o seu cadastro na lista de espera, que não define um prazo para a chamada dos cadastrados. Após a convocação do próximo da lista, a equipe interdisciplinar realiza outras avaliações para definir as dificuldades do paciente e quais atividades serão realizadas com ele.

Equipe – Por meio de um convênio com a Secretaria de Educação e com a Caixa Beneficente da Polícia Militar, o Programa possui um psicólogo, quatro fisioterapeutas, duas pedagogas, três educadores físicos, cinco professores além dos militares equitadores do RPMON.

Cada praticante – como é chamado o paciente que frequenta a Equoterapia – possui um tratamento personalizado, de acordo com a sua necessidade. Durante cada sessão os profissionais inserem números, cores e letras durante o percurso com o cavalo. “A sessão dura 30 minutos e ocorre uma vez por semana. Essa meia hora em cima do cavalo equivale à uma hora de caminhada do adulto”, explica o Capitão Oliveira, coordenador do Projeto.

Sobre o RPMON – Com mais de 30 anos de existência, o RPMON oferece apoio de policiamento montado em todas as áreas do Distrito Federal além de atuar em grandes eventos e manifestações públicas.

Mais para o comandante do Regimento, Ten. Cel. Schweitzer, é motivo de orgulho para a tropa ter a Equoterapia como um projeto social da Polícia Militar. “É muito bom ver a evolução de nossos praticantes, alguns que não conseguiam ficar em pé sozinhos, outros que não conseguiam comer ou se socializar, hoje fazem tudo isso”, conta.

Fonte: PMDF Facebook.

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