Morrem mais PMs no Brasil do que soldados na II Guerra Mundial

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A conta foi feita pela corporação: 17.686 mortes em 23 anos representam 19,65% do efetivo disponível no período, de 90 mil PMs

Rio – Em 23 anos, o Rio contabilizou 3.234 policiais militares mortos por causas não naturais e 14.452 feridos. As 17.686 baixas, de 1994 a 2016, correspondem a 19,65% do efetivo disponível no período, de 90 mil PMs. O índice foi maior do que as perdas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra, com 9,99% de baixas entre 25 mil homens. E do que os 6,69% da tropa americana vitimada na época.

O somatório foi apresentado ontem pelo coronel Fábio Cajueiro, chefe do Estado-Maior do Comando de Policiamento Especializado, no Fórum dos Policiais Mortos e Feridos, em Sulacap. Só em janeiro deste ano, foram 18 mortos e 44 feridos.

“É 765 vezes mais fácil você ser ferido servindo na polícia do Rio do que estando em guerras”, ressaltou Cajueiro. “Se eu pudesse, faria uma ordem: estão proibidos de morrer. Mas é impossível de ser cumprida”, destacou o comandante Geral da PM, coronel Wolney Dias, mencionando a importância do uso de coletes balísticos.

Um curso iniciado há cerca de um ano para mudar atitudes e preservar vidas capacitou 1.700 PMs. A meta é treinar mais 2 mil em 2017. “Nos idos de 1995, passou a se observar o uso de armas de guerra, em especial fuzil e granadas, por neotraficantes. Esse diferencial gerou um desequilíbrio nos confrontos e iniciou um aumento progressivo de baixas policiais”, avalia o coronel Paulo César Lopes, especialista em Segurança Pública. Ele aponta policiais que se corrompem como responsáveis pelo aumento desse poderio bélico.

Mais um ferido na folga

Um policial de folga, lotado na Policlínica da PM em Cascadura, foi gravemente ferido por tiros ontem à tarde, em Agostinho Porto, São João de Meriti. Ele teria sofrido um roubo. O PM, que não teve o nome divulgado, foi atingido no abdômen, perna e braço, socorrida ao PAM Meriti e transferida para o Centro de Trauma Alberto Torres, em São Gonçalo.

Por: GUSTAVO RIBEIRO.
Fonte: O DIA.
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5 COMENTÁRIOS

  1. Os números correspondem a media de perdas e não a números exatos, em uma comparação com o efetivo disponibilizado e as perdas no períodos. Portanto, o índice de baixas de PMs e mais alto no Brasil do que os soldados mortos na 2 guerra mundial.

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