Presídios de Rondônia passam a ser controlados pela Polícia Militar

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Policiais entrando no presídio Urso Branco (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)Ordem de intervenção foi dada na noite desta terça-feira, 7. Controle militar deve ocorrer até o fim da greve dos agentes penitenciários.

Todos os presídios do Estado de Rondônia passam a ser controlados pela Polícia Militar. No começo da noite desta terça-feira (7), cerca de 300 presos da Casa de Detenção Doutor José Mario Alves da Silva mais conhecida como Urso Branco começaram um motim, que foi controlado. A situação se agravou após reivindicação dos presos quanto ao retorno das visitas de familiares que foi suspensa devido a greve dos agentes penitenciários, que começou na quarta-feira (1).

“Recebemos uma ordem do chefe do executivo para fazer uma interveção em todos os presídios do estado até que seja solucionada a questão da greve”, explicou o capitão comandante da COE Rone Herton.

Cerca de 100 militares estão trabalhando na intervenção. De acordo com o tenente coronel da Polícia Militar Sérgio Nunes, por enquanto a polícia está tomando conhecimento da atual situação dos presídios e a COE oferecendo suporte aos PM’s. Em Porto Velho há 11 unidades prisionais.

Na manhã desta terça-feira (7) buracos nas paredes foram encontrados pelos policiais e que faziam a interligação entre as celas, segundo o capitão comandante da COE Rone Herton.

Os agentes penitenciários que estavam na escala de trabalho estão sendo retirados das unidades. “A situação está tensa lá dentro e a gente teme pela atuação da polícia militar já que não são acostumados a lidar com presidiários”, afirmou um agente que não quis se identificar.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Socioeducadores, Técnicos Penitenciários e Agentes Administrativos Penitenciários de Rondônia (Singeperon), Anderson Pereira, afirma que será registrado um boletim de ocorrência sobre o fato dos agentes estarem impedidos de entrar nas unidades prisionais. “Isso é revoltante. Não podemos intervir nessa situação diretamente pois estamos impedidos pela polícia de ter acesso ao complexo penal”, disse Anderson.

Fonte: Portal G1

Vanessa Vasconcelos  

Do G1 RO

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