Quando a dor parece não ter fim

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Quando a dor parece não ter fim. No momento em que tudo o que acreditamos, valores, princípios, regras e padrões parecem despedaçados pelas circunstâncias. Nos dias em que parece que não há mais valor em nos e que os erros praticados resultarão, finalmente, na sentença do pecado, a morte.

Nestes dias, nossas orações parecem mudas. A solidão quebra nossos corações mesmo em meio a uma multidão, no salão da igreja ou na companhia do mais devotado amigo. Não existem palavras que possam consolar ou afeto que aplaque a tristeza, um vazio completo se instala.

Experimentamos um sentimento parecido ao do salmista : (Salmos 42:3) As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, enquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?

Cada olhar ocasional parece ser uma flecha de acusação, mesmo quando nos olhamos em um espelho dificilmente conseguimos ver além das situações que tem dilacerado o coração. Acabamos nos alimentando de nossa própria tristeza, uma mistura de autocomiseração e culpa, pelos erros e pecados que não podemos mudar. Pois uma coisa é clara, não podemos mudar o passado.
Neste balaio emocional somos lembrados, pela nossa consciência ou pelo Espírito Santo, dos melhores momentos que vivemos. Nossas vitórias, embora distantes, trazem, em algum recanto da alma, a esperança de que poderemos reviver aqueles momentos.
Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão. Fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava. (Salmos 42:4)

E, se somos crentes em Cristo, nossos melhores momentos sempre envolverão estar na presença de nosso Senhor. Cada lembrança, de como fomos tocados e transformados pelo Cristo, vivo em nós, resulta em lampejo de que ainda seremos resgatados. Ainda voltaremos ao altar com alegria, o mesmo Deus que um dia nos salvou não nos abandonará. A dor do momento pode estar embaçando a visão, a mágoa endurece o coração e o pecado nos afasta da presença Dele. Ainda assim, a esperança não morre. Permanece viva nos últimos suspiros da fé.

Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. (Salmos 42:5)

Então irei ao altar de Deus, a Deus, que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu. Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus meu. (Salmos 43:4, 5)

O pensamento que vem a seguir e de nossa total incompetência, uma certeza, as vezes falsa outras verdadeira, de que a culpa de tudo aquele mal e abandono é fruto de nossos erros, o salário do pecado. A história de Jó nos mostra claramente que nem sempre o mal é fruto exclusivo de nossas ações e que as circunstâncias, e a vontade de Deus, muitas vezes se manifestam de uma maneira que não podemos compreender. Nossas fórmulas e jargões se tornaram inúteis, as palavras vazias e os corações como pedras, frios e sem vida.
Cada situação ruim parece estar conectada a uma nova complicação: (Salmos 42:7) Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim. Corpo e alma, massacrados.
Mas logo em seguida a resposta vem : (Salmos 42:8) Contudo o Senhor mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida. Não existe saída, não há formula, nem livros, nem pregações, conselhos ou promessas. O verdadeiro socorro virá da contrição da alma, do arrependimento e do louvor. Ainda que as circunstâncias não mudem, mesmo que o mal se concretize ainda assim…

Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus. (Salmos 42:11)

Então irei ao altar de Deus, a Deus, que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu. Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus meu. (Salmos 43:4,5)

Fonte: lfmeganha.wordpress.com

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