Defeito na IMBEL MD5 faz arma disparar

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Mais uma vez temos o desprazer e a preocupação de informar um defeito grave em uma arma de dotação de um polícia militar brasileira.

Desta vez é com a fabricante IMBEL, que faz a dotação de várias polícias militares do Brasil e, no caso do vídeo abaixo, da PM de Minas Gerais.

O vídeo mostra um defeito no Desarmador automático do percursor, chamado de Decok em algumas polícias, que ao ser desarmado, e sem a trava de punho acionada, faz com que a arma dispare ao ser acionado o sistema de desarme.

Este defeito, em que pese menos escabroso do que os da 24/7 da outra fabricante brasileira Taurus, é grave e coloca em risco a vida do operador policial e da população, pois o PM tem a certeza que ao acionar o desarmador automático do Cão a arma estará em segurança.

Para explicar melhor vou citar um exemplo prático: Um policial, com a pistola com o cão desarmado, entra em um confronto e, ao término da ocorrência, depois de efetuar os disparos, fica com a arma engatilhada. Para voltar o cão a posição normal o policial aciona o Decok achando que isso ira desarmar o percursor sem risco, só que aí vem o disparo involuntário.

Durante o meu curso na força nacional, que tem como dotação as armas IMBEL, tive uma pistola do mesmo modelo que durante o curso, e com poucos disparos, rachou o Slide ou ferrolho, o que me impressionou bastante pois uma das ventiladas qualidades deste modelo de pistola IMBEL é a sua robustez e confiabilidade, até por que ela se baseia no projeto da americana Colt modelo 1911, que foi a pistola de dotação das Forças Armadas Americanas até a década de 90, quando foram substituídas pelas Beretta 9mm, fabricadas no Brasil sobre licença da Taurus e com o nome de PT 100.

Outro defeito muito comum e discutido na Força Nacional há época era os do Fuzil MD 97, que por um defeito de projeto, ocorria o disparo acidental involuntário, inclusive com a arma sem movimento, como dentro de viaturas e armários. O que se comentava na Força na época era que isto ocorria por falta de uma peça melhor calçada na trava do percursor. Esse fuzil serviu de base para o fuzil IA2 que agora será o fuzil de dotação no Exército Brasileiro.

Fuzil IMBEL MD 97: Lotes defeituosos na Força Nacional.

Mais uma vez alertamos aos policiais e operadores de arma de fogo que conheçam a sua arma antes de ir para rua portando-a, seja em serviço ou não, pois sempre pode ocorrer um problema de sujeira, manutenção ou defeito de fabricação em qualquer tipo de arma. Mas o que chama a atenção é que no caso do Brasil a qualidade das armas, por conta do oligopólio das duas fabricantes, e pela redução drástica da escala de produção e de venda por conta do maldito, e ilegal, estatuto do desarmamento, fez com que as fabricantes entrassem em crise. No caso da IMBEL, por conta dela ser uma empresa pública de propriedade do Exército isso não foi um fator decisivo, mas no caso da TAURUS levou a empresa quase ao colapso. Obviamente que isso por si não justifica vender qualquer tipo de produto, ainda mais armas de fogo, com defeitos, mas um dos caminhos para que esse problema desapareça é, além da revogação do Estatuto do desarmamento da população de bem, a liberação de importação e de abertura de novas fábricas de outras empresas no Brasil.

Segue o Vídeo do defeito:

{youtube}SCNRzPDlmQU{/youtube}
Fonte das fotos:

http://www.tirodinamico.com.br/forums/uploads/post-14-1244588038.jpg

http://www.forte.jor.br/airsoft/os-principais-fuzis-em-uso-no-mundo/

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