DESMENTINDO AS ESQUERDAS HIPÓCRITAS, OS EUA NÃO PARTICIPARAM DO MOVIMENTO CIVIL-MIITAR DE 1964

POR: General Reformado Luiz Eduardo Rocha Paiva (Ex Comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Diretor de Geopolítica e Conflitos do Instituto Sagres e membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil)

As cartas do Embaixador Lincoln Gordon não falam de participação dos EUA nem nas articulações e nem no Movimento e publicações estrangeiras também desmentem essa falácia de esquerdistas.

O livro “A KGB e a Desinformação Soviética” de Ladislav Bittman, do Serviço de Desinformação da Tchecoslováquia, confirma que era fictícia a “Doutrina Mann”, dos EUA, para derrubar governos latino-americanos. Foi forjada pela KGB.

A historiadora Phyllis Parker publicou o livro “1964: O Papel dos EUA no Golpe de Estado de 31 de Março”, ouvindo os principais personagens do episódio e acessando a correspondência secreta. Disse que não encontrou provas da participação dos EUA no Movimento de 1964. Aprovaram a deposição de Jango, acompanharam a situação e tinham um plano para o caso de uma guerra civil. Uma esquadra iniciou deslocamento dos EUA para o sul, mas voltou após o sucesso do Movimento (Operação Brother Sam – pg. 99 a 116). Se chegassem a intervir seria um desastre, pois como diziam meu pai e muitos de seus companheiros: “a gente se junta aos comunas e depois voltamos a combatê-los. Nossos problemas internos são de nossa alçada”.

É hipocrisia a esquerda aceitar a participação soviética, cubana e chinesa na subversão e na luta armada e condenar a inexistente ingerência dos EUA no Movimento de 31 de Março e no combate à luta armada. O envolvimento de um país na política interna de outro sempre existiu. Tanto os EUA quanto a URSS o faziam com seus serviços de inteligência e diplomático.

Os EUA apoiavam financeiramente institutos, partidos e políticos anticomunistas. Acompanhavam a situação no Brasil e, com a ameaça de uma guerra civil revolucionária, preparavam-se para apoiar a oposição a Jango ou mesmo intervir militarmente. Não aceitariam passivamente a queda do Brasil na esfera da URSS, pois, ao contrário de Cuba, seria fatal para sua segurança e liderança continental e arrastaria toda a América do Sul para o socialismo.

O Partido Comunista da União Soviética liderava a subversão e infiltração para o PCB tomar o poder. A URSS apoiava organizações ligadas ao Movimento Comunista Internacional. O PCB, as Ligas Camponesas e outros grupos eram financiados por Moscou. A KGB estava infiltrada e atuava em ministérios, estatais e FA, instituições científicas, educacionais, Igreja e mídia. A ameaça comunista não era “teoria da conspiração”.

38Você, Olavo Mendonça e outras 36 pessoas10 comentários26 compartilhamentos

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